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25/11/2019 10:16 -03 | Atualizado 26/11/2019 00:42 -03

Gleisi Hoffmann é reeleita presidente do PT e quer melhorar comunicação

Deputada diz que redes sociais de direita e extrema direita "acabam atingindo mais pessoas".

HEULER ANDREY via Getty Images
"Temos que reforçar nossas redes", disse Gleisi Hoffmann, reeleita presidente do PT, com apoio de Lula.

Reeleita presidente nacional do PT, com apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) cobrou que o partido melhore a comunicação. De acordo com ela, legendas de direita e extrema direita estão à frente no alcance de redes sociais.

“Estamos aquém daquilo que precisamos para se comunicar com a sociedade. Se você pegar as redes de direita e extrema direita, até pelos recursos que eles têm, os robô que usam, a forma como fazem… eles acabam atingindo mais pessoas. Nós não usamos esses métodos, mas temos que reforçar nossas redes”, afirmou Gleisi, no 7º Congresso Nacional do PT, neste domingo (24).

A deputada foi reeleita com 71,5% dos votos em eleição indireta de filiados do PT para mais quatro anos na no comando da legenda.

No Congresso, também foi apresentada uma  resolução final para orientar a atuação política nos próximos anos. O documento apoia a possibilidade de o PT pedir o impeachment de Jair Bolsonaro caso enxergue condições para isso. 

“A partir da evolução das condições sociais e percepção pública sobre o caráter do governo, da correlação de forças, a direção nacional do partido, atualizando a tática para enfrentar o projeto do governo Bolsonaro, poderá vir exigir a sua saída”, diz o trecho. 

Desde que foi solto, Lula fez discursos com críticas à política econômica do ministro Paulo Guedes (Economia) e à atuação do ministros da Justiça, Sergio Moro, quando era o juiz à frente da Lava Jato. 

O ex-presidente, contudo, se mostrou contra um impeachment de Bolsonaro, até o momento. “Tem gente que fala que precisa derrubar o Bolsonaro. Tem gente que fala em impeachment. Veja, o cidadão foi eleito. Democraticamente, aceitamos o resultado da eleição. Esse cara tem um mandato de quatro anos. Mas ele foi eleito para governar para o povo brasileiro, e não para governar para os milicianos do Rio de Janeiro”, afirmou, em ato em São Bernardo do Campo, em 9 de novembro, um dia após deixar a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).

Ao encerrar o congresso, Gleisi afirmou que o partido “quer Lula presidente da República novamente”. Ela retomou a defesa da anulação da condenação de Lula no caso do tríplex do Guarujá.

No início do evento, o ex-presidente defendeu a polarização política. “Aos que criticam ou temem a polarização, temos que ter a coragem de dizer: nós somos, sim, o oposto de Bolsonaro. Não dá para ficar em cima do muro ou no meio do caminho: somos e seremos oposição a esse governo de extrema-direita que gera desemprego e exige que os desempregados paguem a conta”, afirmou o petista.

Ambas as lideranças reforçaram que o PT irá lançar o maior número de candidaturas possível nas eleições de 2020, mas Gleisi afirmou aos jornalistas que o partido discute alianças e  admite buscar setores do centro para defesa de pautas específicas.

No Rio de Janeiro, o PT considerou apoiar Marcelo Freixo (PSOL) para prefeitura. Lula lançou o nome da deputada Benedita da Silva, mas Gleisi disse que a conversa com o PSol continua. Também há chance de o PT apoiar Manuela D’Ávila (PC do B) em Porto Alegre.