OPINIÃO
21/04/2019 23:07 -03 | Atualizado 21/04/2019 23:07 -03

'Game of Thrones' volta às origens em EP que eleva as expectativas para batalha épica

Ao tirar o pé do acelerador, série nos dá fôlego para curtir o que vem por aí, o aguardado confronto contra o exército do Rei da Noite.

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"As coisas que fazemos por amor"... Jamie (Nikolaj Coster-Waldau) é julgado em Winterfell.

Após uma estreia decepcionante na semana passada, Game of Thronesvoltou - pelo menos por enquanto - às suas origens na noite deste domingo (21), quando a HBO exibiu o segundo episódio da última temporada da série.

E essa melhora se deve, por mais incrível que isso possa parecer, ao ritmo lento do episódio, que serviu como uma boa preparação para a batalha que promete ser a maior já vista em GoT, o grande confronto contra o exército do Rei da Noite.

Construir momentos catárticos dando tempo ao tempo, administrando o ritmo para um maior impacto desses momentos de ação, sempre foi um dos grandes trunfos da série. E é exatamente o que acontece aqui. O roteiro dá momentos tocantes para cada um dos personagens chave desse confronto para que quando ele acontecer, o público torça e, no final, chore pelos que vão morrer.

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Acompanhada de Varys (Conleth Hill) e Jorah (Iain Glen), Dany (Emilia Clarke) anda se sentindo meio deslocada no Norte.

Sim, porque uma coisa é certa em GoT, personagens importantes morrem. Mesmo que isso tenha ficado raro depois que a série não teve mais o material dos livros de George R. R. Martin para se apoiar.

Vários desses personagens ganharam cenas marcantes. Como Jamie (Nikolaj Coster-Waldau) e seu “julgamento”, Brienne (Gwendoline Christie) e a pequena cerimônia que a nomeou cavaleira, o papo de “irmãs” entre Sansa (Sophie Turner) e Daenerys (Emilia Clarke) que terminou de forma não muito amigável, Verme Cinzento (Jacob Anderson) e Missandei (Nathalie Emmanuel) fazendo planos para o futuro, e Arya (Maisie Williams)… Pois é, Arya.  

Se a lenta construção para momentos apoteóticos é uma das boas sacadas de GoT, outra delas é (quase) sempre fazer o que os fãs menos esperam. E ver que a menina lá da primeira e distante temporada cresceu - por mais que tenhamos acompanhado esse crescimento um tanto violento - é um choque. A cena dela com Gendry (Joe Dempsie) vai dar o que falar por muito tempo.

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Jon Snow (Kit Harington) entre a cruz e espada depois que descobriu que é um Targaryen. "Esperando o melhor momento para contar?", pergunta Sam (John Bradley).

A quem resuma a série como uma sucessão de cenas de batalhas grandiosas e mortes inesperadas. Para essas pessoas, este segundo episódio da derradeira temporada de Game of Thrones pode parecer chato e arrastado. Mas é por conta por episódios como este que os momentos de ação ganham o peso que devem ter, sem se tornarem banais.

É claro que ainda há muita coisa para acontecer. O papo reto entre Jon Snow (Kit Harington) e Dany, por exemplo, mal se desenvolveu. Mas o episódio deste domingo (21) foi muito competente servir de escadas para elevar as expectativas da luta épica que nos aguarda no dia 27 de abril. Um acontecimento que tem tudo para ser inesquecível.