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12/01/2020 17:12 -03 | Atualizado 13/01/2020 14:02 -03

Foguetes atingem base militar usada pelos Estados Unidos no Iraque

Líderes de Reino Unido, França e Alemanha pediram que Irã volte a cumprir o acordo nuclear de 2015 e se abstenha de mais violência.

Um ataque neste domingo à base aérea de Balad, no norte do Iraque, que abriga pessoal dos Estados Unidos, deixou quatro feridos.

As Forças Armadas iraquianas disseram em comunicado que oito foguetes Katyusha foram disparados contra a base, que fica cerca de 80 quilômetros ao norte da capital Bagdá, e que os quatro feridos incluem dois militares.

Fontes militares identificaram os feridos como soldados iraquianos, e disseram que sete bombas de morteiro atingiram a pista da base.

Não havia informações sobre vítimas dos EUA entre as forças norte-americanas na base.

A declaração militar iraquiana não disse quem estava por trás do ataque e não mencionou as tensões elevadas entre os Estados Unidos e o Irã, que na quarta-feira disparou mísseis contra duas bases militares no Iraque que abrigam forças norte-americanas.

Khalid Al Mousily / Reuters
Manifestante agita bandeira iraquiana durante um protesto contra ataques aéreos em bases da forças paramilitares, em Bagdá, em 1º de janeiro de 2020.

 

Promessa de vingança

O grupo libanês Hezbollah afirmou, neste domingo, que chegou a hora de os aliados do Irã começarem a trabalhar para vingar o assassinato do general Qassem Soleimani, embora o objetivo de expulsar as forças norte-americanas da região exija “um longo caminho”.

O líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, também negou que o general iraniano estivesse planejando explodir embaixadas norte-americanas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ele foi morto após aterrissar em Bagdá em parte porque “estavam avaliando explodir nossas embaixadas”.

A retaliação aos EUA aconteceria “nos próximos dias, semanas e meses”, disse Nasrallah, acrescentando que é um “longo caminho”.

O Hezbollah, grupo fortemente armado designado como organização terrorista pelos EUA, foi estabelecido em 1982 pela Guarda Revolucionária do Irã e é uma parte importante da aliança regional liderada por Teerã conhecida como “eixo da resistência”.

O Irã respondeu à morte de Soleimani lançando mísseis em duas bases militares no Iraque que abrigam forças norte-americanas, na quarta-feira. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, chamou o ataque de “tapa na cara” dos Estados Unidos e disse que as tropas norte-americanas deveriam deixar a região.

Embora a região permaneça tensa, os dois lados não intensificaram o conflito desde o ataque iraniano.

Os Estados Unidos culpam o Hezbollah pelo ataque suicida que destruiu o quartel-general dos fuzileiros navais em Beirute, em outubro de 1983, matando 241 pessoas, e por um ataque suicida no mesmo ano na embaixada dos EUA.

Acordo nuclear

Também neste domingo, os líderes de Reino Unido, França e Alemanha pediram, em uma declaração conjunta, que o Irã volte ao pleno cumprimento dos termos do acordo nuclear de 2015 fechado pela República Islâmica com as potências mundiais e se abstenha de mais violência.

“Instamos o Irã a reverter todas as medidas inconsistentes com o acordo e retornar ao pleno cumprimento”, disseram os líderes no comunicado divulgado pelo gabinete do presidente da França, Emmanuel Macron.

“Pedimos ao Irã que se abstenha de ações violentas ou proliferação; e continuamos prontos para nos envolver com o Irã nessa agenda, a fim de preservar a estabilidade da região”, acrescentaram.

Com Reuters

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