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22/07/2019 16:23 -03 | Atualizado 22/07/2019 16:44 -03

O caso dos tempurás que causaram incêndios em restaurantes dos EUA

Vídeo mostra "combustão espontânea" de flocos de tempurá em restaurantes de sushi nos Estados Unidos.

Reprodução/YouTube

Uma investigação nos Estados Unidos concluiu que “misteriosos” incêndios ocorridos em restaurantes japoneses em diferentes cidades do país partiram de uma combustão espontânea de flocos de tempurá. 

Para ser mais específico: flocos de tempurá, chamados de “tenkasu” no Japão e usados em pratos como udon, ramen, sushis, entre outros.

O processo para fazer os flocos envolve o uso de óleo vegetal para fritar a massa em pequenos pedaços antes de deixá-los esfriar em um tigela. No entanto, como o óleo tem capacidade de se “auto-aquecer”, assim como os flocos esfriam, o óleo aquece em um ambiente contido e pode causar uma combustão espontânea, informou um laudo da cidade de Madison, em Wisconsin, nos Estados Unidos, após ocorrerem incêndios em dois restaurantes de sushis na cidade. 

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“A investigação destes incêndios relatou uma surpreendente conclusão: eles foram causados por uma técnica de preparação de alimentos em que o óleo usado para fazer floco de tempurá se auto-aquece e entra em combustão espontânea”, afirmou a prefeitura da cidade em 11 de julho.  

E estes não são casos isolados. Segundo a ABC News, cerca de cinco incêndios também foram causados pelo tempura nos últimos meses nos estados de Wisconsin, Minnesota, Virginia e até no Canadá. 

Uma câmera de segurança de um dos restaurantes, o Sumo Steakhouse & Sushi Bar, mostrou o momento exato em que a massa de tempurá entrou em combustão no meio da noite. 

A investigadora do departamento de Bombeiros de Madison, Kara Nelson, informou à ABC News que o restaurante utilizava a farinha para uso em produtos. “Depois de ser frita, a farinha é deixada para drenar e esfriar por um dia”, disse o relatório.

Neste caso, a farinha se aqueceu por si própria durante a noite, resultando em um incêndio. “O óleo entra em reação com o oxigênio do ar e, nesse processo químico, libera calor”, afirmou Nelson.