POLÍTICA
10/01/2019 15:33 -02 | Atualizado 10/01/2019 18:24 -02

Flávio Bolsonaro não vai depor em investigação de Queiroz no Coaf

"Não posso ser responsabilizado por atos de terceiros, como parte da grande mídia tenta, a todo custo, induzir a opinião pública", escreveu o senador.

ASSOCIATED PRESS
"Não posso ser responsabilizado por atos de terceiros, como parte da grande mídia tenta, a todo custo, induzir a opinião pública", escreveu o senador.

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) se recusou a prestar depoimento nesta quinta-feira (10) no Ministério Público do Rio de Janeiro no caso que investiga seu ex-assessor Fabrício José Carlos de Queiroz. Alocado no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) até outubro de 2018, o policial militar é investigado pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) por movimentações financeiras suspeitas.

Em sua página no Facebook, o filho do presidente Jair Bolsonaro afirmou que pediu uma cópia do processo e irá agendar dia e horário para apresentar os esclarecimentos ao MP. Reafirmo que não posso ser responsabilizado por atos de terceiros, como parte da grande mídia tenta, a todo custo, induzir a opinião pública”, escreveu.

De acordo com as investigações do Coaf, o motorista fez movimentações financeiras suspeitas no valor de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017. As transações foram consideradas atípicas devido aos rendimentos de Queiroz. Na época, ele recebia da Alerj um salário de R$ 8.517 e acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar.

Entre as movimentações suspeitas está um cheque de R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro, primeira-dama. De acordo com o presidente, o valor refere-se ao pagamento de uma dívida.

Em entrevista ao SBT, Queiroz disse que “fazia dinheiro” com a compra e revenda de carros, mas afirmou que só prestaria esclarecimentos detalhados à Justiça.

O amigo da família Bolsonaro faltou a 2 depoimentos marcados em dezembro. Na segunda vez, o advogado informou que ele “precisou ser internado na data de hoje para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, através dos respectivos laudos médicos”, segundo nota do MP.

Citados no relatório do Coaf, familiares do policial militar também faltaram a depoimentos previstos na última terça-feira (8). A defesa de Nathalia e Evelyn Queiroz, filhas de Fabrício, e de Marcia Aguiar, esposa do ex-assessor, alegou que elas estão acompanhando Queiroz, internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para tratamento de um câncer.

Todas as três já foram lotadas no gabinete de Flávio, na Alerj. Nathalia também foi lotada no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, onde estava até novembro.