COMPORTAMENTO
16/03/2019 10:24 -03

Como falar sobre a morte: 7 filmes mostram diferentes formas de viver o luto

É por conta de toda a sua complexidade que a morte costuma ser trabalhada por meio da arte.

Talvez seja, realmente, a única certeza da vida. Mas saber que a morte é uma certeza não alivia a dor daqueles que ficam.

A morte desperta sentimentos que são difíceis de nomear: angústia, tristeza, dor e luto. Porém, nem sempre ela precisa ser considerada um tabu. Em alguns casos, a despedida com dignidade e respeito à história de cada um trazem alguma leveza ao processo. 

É por conta de toda a sua complexidade que a morte costuma ser trabalhada por meio da arte.

Separamos aqui uma lista de 7 filmes que podem ser considerados obras-primas no retrato da vida e da morte. E podem ajudar a lidar com o luto.

 

1. Amor (Amour, 2012)

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É em um cenário por vezes cruel que o público é convidado a refletir sobre o amor.

O diretor Michael Haneke é conhecido pela crueza de seus filmes, não só por seu estilo, mas pelo incômodo que os seus longas geralmente causam no espectador. Em Amor não é diferente. O filme acompanha a história do casal Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva), que passam por desafios quando ela sofre um derrame. É assim que, a convite do diretor, vamos acompanhando de forma gradual como o corpo e a mente são capazes de se degenerar. E é em um cenário por vezes cruel que o público é convidado a refletir sobre o amor.

 

2. Mar Adentro (2004)

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"Mar Adentro" conta a história de um pescador que fica preso a uma cama por mais de 28 anos.

Na adolescência, Ramón Sampedro (Javier Bardem) sofreu um acidente que o deixou tetraplégico e preso a uma cama por mais de 28 anos. O pescador espanhol luta na justiça pelo direito de pôr fim à sua própria vida. O protagonista passa a enfrentar problemas com a igreja, a sociedade e a sua própria família. O filme é baseado em fatos reais.

 

3. Sete Minutos Depois da Meia Noite (A Monster Calls, 2016)

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O jovem Conor, de 13 anos, traz lições importantes sobre como lidar com a perda iminente de quem amamos.

Prepare-se para se emocionar. Conor (Lewis MacDougall) é um garoto de apenas 13 anos e se julga “invisível”.  Ele sofre bullying na escola, o pai é ausente, sua avó foge de todos os padrões de afetividade e ele convive com sua mãe, que luta contra um câncer terminal. Todas as noites, Conor tem o mesmo sonho com uma árvore-monstro. E é por meio dela que o jovem traz lições importantes sobre como lidar com a perda iminente de quem amamos. 

 

4. A Partida (Okuribito, 2008)

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"A Partida" faz uma reflexão sobre como nos preparar para uma morte digna.

Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) sonha em ser músico profissional. Contudo, a orquestra em que ele costumava tocar é dissolvida. Sem emprego, ele decide se candidatar a uma vaga apenas pela alta remuneração. Quando se apresenta ao trabalho, descobre que ele será ajudante funerário. O filme faz uma reflexão sobre como nos preparar para uma morte digna. Traz, ainda, lições de como é tratada a morte no Oriente e as diferenças culturais que isso implica.

 

5. Óleo de Lorenzo (Lorenzo’s Oil, 1992)

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Um clássico do cinema, Óleo de Lorenzo trata sobre os dramas de um menino com uma doença rara e degenerativa.

Um garoto desenvolve uma doença rara e degenerativa. Apesar de todas as dificuldades impostas pelos médicos, seus pais decidem estudar e procurar alternativas para o seu tratamento. 

 

6. Be Here Now (2015)

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Documentário mostra a história do ator Andy Whitfield após descobrir um câncer.

O ator Andy Whitfield tinha acabado de se tornar o protagonista da série Spartacus quando precisou enfrentar o seu maior desafio pessoal: um câncer. O filme é um documentário sobre esse processo, em que o ator decidiu viver a vida plenamente, apesar da doença. Whitfield morreu em 2011 e o longa traz entrevistas inéditas.

 

7. Joan Didion: The Center Will Not Hold (2017)

“Dizemos a nós mesmos histórias para poder viver”. O documentário da Netflix retrata a vida de uma das maiores jornalistas e escritoras americanas. Em uma de suas principais obras, O Ano do Pensamento Mágico (2005), Didion dissecou a dor que sentiu com a perda de seu marido. Em Noites Azuis (2011), ela faz um retrato da doença e da morte da filha.