ENTRETENIMENTO
08/03/2019 13:02 -03 | Atualizado 08/03/2019 13:11 -03

25 filmes incríveis dirigidos por mulheres

Mesmo ainda pouco representadas, as cineastas têm deixado sua marca nos mais diversos gêneros.

Divulgação/Montagem
'Que Horas Ela Volta?', 'Encontros e Desencontros', 'Mulher-Maravilha', 'Cleo das 5 às 7'... lista vai do drama ao terror sempre com a assinatura delas.

Entra ano e sai ano, as mulheres seguem com pouca representação no campo da direção de cinema. Segundo o americano Center for the Study of Women in Television and Film, em 2018, entre os 100 filmes com maior bilheteria em Hollywood no ano passado, apenas 4% tiveram mulheres no comando.

No Brasil, o cenário é um pouco melhor. Em um levantamento inédito feito pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) em 2017, das 2.583 produções brasileiras registradas na agência em 2016, 17% foram dirigidas por cineastas mulheres.

Mesmo dentro desse universo ainda (infelizmente) pequeno, há uma infinidade grandes títulos produzidos por elas que merecem ser vistos e revistos. 

E ao contrário do que muito macho possa achar, as mulheres diretoras não se prendem a gêneros ditos “femininos”, comandando produções que vão do drama ao terror, do thriller à comédia.

Veja aqui 25 filmes dirigidos por mulheres que você precisa ver:

  • 'Quando Chega a Escuridão', dirigido por Kathryn Bigelow
    'Quando Chega a Escuridão', dirigido por Kathryn Bigelow
    Divulgação
    Entre os muitos gêneros, o terror tem o espaço especial no coração das diretoras. Uma das pioneiras desse fenômeno é Kathryn Bigelow. Primeira mulher a ganhar um Oscar de Melhor Direção pelo drama de guerra Guerra ao Terror, em 2010. Sua estreia solo na direção, em 1987, foi com esse terror que deu uma roupagem bem moderna à tradicional figura dos vampiros.
  • 'Cemitério Maldito', dirigido por Mary Lambert
    'Cemitério Maldito', dirigido por Mary Lambert
    Divulgação
    Outra mulher desbravadora no terror foi Mary Lambert. Em 1989 - mesmo ano em que dirigiu o icônico clipe de Like a Prayer, da Madonna - ela lançou uma das melhores e mais populares versões cinematográficas de um livro do mestre do terror Stephen King (e olha que são muitas).
  • 'Mortos de Fome', dirigido por Antonia Bird
    'Mortos de Fome', dirigido por Antonia Bird
    Divulgação
    É uma pena que esse terror sobre canibalismo com pitadas de humor tenha ficado esquecido após seu lançamento em 1999. Tanto que a inglesa Antonia Bird nunca mais dirigiu um longa para o cinema, fazendo sua carreira na TV. Um filme que vale a pena ser redescoberto.
  • 'The Babadook', dirigido por Jennifer Kent
    'The Babadook', dirigido por Jennifer Kent
    Divulgação
    A australiana Jennifer Kent é a cara da nova geração de mulheres dirigindo filmes de terror, com uma abordagem inovadora no gênero, colocando o ato de ser mãe como uma metáfora para o horror.
  • 'O Animal Cordial', dirigido por Gabriela Amaral Almeida
    'O Animal Cordial', dirigido por Gabriela Amaral Almeida
    Divulgação
    Por aqui o gênero vai muito bem, obrigado. E uma de suas maiores representantes é a baiana Gabriela Amaral Almeida, que fez sua estreia na direção de longas com o slasher (estilo de terror bem sangrento popular na década de 1980) O Animal Cordial, em 2018.
  • 'Sinfonia da Necrópole', dirigido por Juliana Rojas
    'Sinfonia da Necrópole', dirigido por Juliana Rojas
    Divulgação
    Junto com seu amigo Marco Dutra, Juliana Rojas assina alguns dos filmes de terror brasileiros mais significativos dos últimos anos, como Trabalhar Cansa, Quando Eu Era Vivo e As Boas Maneiras. Em seu primeiro filme solo, ela não deixou o gênero de lado, mas deu uma roupagem mais cômica, fazendo uma inusitada mistura com outro gênero totalmente distinto, o musical.
  • 'Mate-me Por Favor', dirigido por Anita Rocha da Silveira
    'Mate-me Por Favor', dirigido por Anita Rocha da Silveira
    Divulgação
    Outra diretora brasileira da nova geração que deu um toque muito pessoal (e inovador) ao terror é a carioca Anita Rocha da Silveira. Em Mate-me Por Favor ela acrescenta toques sombrios a uma trama adolescente altamente estilizada.
  • 'Persépolis', dirigido por Marjane Satrapi
    'Persépolis', dirigido por Marjane Satrapi
    Divulgação
    Mulheres comandando animações são casos ainda mais raros e esta aqui é uma verdadeira joia. Baseada na graphic novel de autoria da própria diretora, Persépolis é uma obra autobiográfica da iraniana Marjane Satrapi, que conta sua infância e adolescência no Irã de antes do começo da Revolução Islâmica, quando sua família resolve fugir do país.
  • 'Anti-Herói Americano', dirigido por Shari Springer Berman
    'Anti-Herói Americano', dirigido por Shari Springer Berman
    Divulgação
    Os quadrinhos também são o material de origem dessa pérola perdida no tempo. Misturando gêneros e fórmulas narrativas, a biografia do rabugento Harvey Pekar, um cara comum que virou um "herói" de quadrinhos underground é um belo hino aos deslocados na vida.
  • 'Era O Hotel Cambridge', dirigido por Eliane Caffé
    'Era O Hotel Cambridge', dirigido por Eliane Caffé
    Divulgação
    Outro filme que mistura formas distintas de narrativa para retratar pontos de vista distintos, Era O Hotel Cambridge usa o documentário e a ficção para contar a história de um grupo de sem-tetos em um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Situações e pessoas reais se fundem com atores de um jeito bem eficiente.
  • 'Bom Trabalho', dirigido por Claire Denis
    'Bom Trabalho', dirigido por Claire Denis
    Divulgação
    Claire Denis possui uma das mais consistentes obras do cinema francês, e olha que há diversos grandes diretores em seu país. A cineasta tem uma capacidade de ler a alma humana como poucos artistas e já demonstrava isso em suas primeiros filmes, como Bom Trabalho, um estudo de personagem fantástico.
  • 'Cleo das 5 às 7', dirigido por Agnès Varda
    'Cleo das 5 às 7', dirigido por Agnès Varda
    Divulgação
    Outra grande diretora francesa é a veterana Agnès Varda. Com o passar dos anos, ela acabou focando mais nos documentários, mas deixou sua marca já com seu primeiro longa de ficção: Cleo das 5 às 7. Contada em tempo real, a história da hipocondríaca Cleo virou um dos pilares da nouvelle vague, último grande movimento do cinema francês.
  • 'Europa Europa', dirigido por Agnieszka Holland
    'Europa Europa', dirigido por Agnieszka Holland
    Divulgação
    Outra veterana muito respeitada por seus pares, a polonesa Agnieszka Holland tem uma filmografia irregular, mas quando acerta… O drama de guerra Europa Europa é seu melhor filme, mostrando os horrores nazistas pelos olhos de um adolescente judeu que precisa se camuflar como um deles para sobreviver.
  • 'Amor Maldito', dirigido por Adélia Sampaio
    'Amor Maldito', dirigido por Adélia Sampaio
    Divulgação
    É impossível falar de pioneirismo das mulheres na direção sem mencionar o nome de Adélia Sampaio. Primeira cineasta negra a filmar um longa no Brasil, Adélia começou logo com um tema que ainda é tabu, o amor entre duas mulheres. E ela falou sobre isso em 1984, quando o Brasil ainda vivia sob uma ditadura militar.
  • 'Meninos não Choram', dirigido por Kimberly Peirce
    'Meninos não Choram', dirigido por  Kimberly Peirce
    Divulgação
    O amor entre duas mulheres é também uma questão abordada por Kimberly Peirce no sensível e brutal Meninos não Choram, filme que rendeu um Oscar de Melhor Atriz para Hilary Swank em 2000.
  • 'O Lenhador', dirigido por Nicole Kassell
    'O Lenhador', dirigido por Nicole Kassell
    Divulgação
    Mas brutal mesmo foi a missão de Nicole Kassell em contar a história de um pedófilo que luta contra seus instintos ao ser solto após um período na cadeia. Kassell - com uma ajuda da grande performance de Kevin Bacon - consegue entregar um bonito filme mesmo falando de um assunto dos mais espinhosos. Outro título "esquecido" que deveria ser relembrado.
  • 'Picardias Estudantis', dirigido por Amy Heckerling
    'Picardias Estudantis', dirigido por Amy Heckerling
    Divulgação
    O título em português dá uma ideia errada de que esta é apenas mais uma comédia adolescente típica da década de 1980, mas Picardias Estudantis traz um olhar bem mais profundo ao gênero, discutindo assuntos sérios como gravidez, solidão e as pressões sociais a que os adolescentes são forçados a encarar. Porém, nunca descamba para o drama e sabe fazer rir na hora certa.
  • 'Quero Ser Grande', dirigido por Penny Marshall
    'Quero Ser Grande', dirigido por Penny Marshall
    Divulgação
    A infantilidade e insegurança masculina não poderiam ser melhor traduzidas como nesta comédia estrelada por Tom Hanks. E quem poderia transportar isso para o cinema melhor do que uma mulher?  
  • 'Encontros e Desencontros', dirigido por Sofia Coppola
    'Encontros e Desencontros', dirigido por Sofia Coppola
    Divulgação
    A comédia romântica platônica de Sofia Coppola foi, com toda certeza, um dos filmes mais influentes da primeira década dos anos 2000. Sua estética e estilo foram copiados por muitos, mas poucos diretores da época conseguiram encapsular o mood do momento como ela.
  • 'Top of The Lake / China Girl', dirigidos por Jane Champion
    'Top of The Lake / China Girl', dirigidos por Jane Champion
    Divulgação
    Consagrada por filmes como o premiado O Piano, a neozelandesa Jane Champion voltou ao seu país para se dedicar a uma das melhores e mais subestimadas tramas dos últimos anos. Top of The Lake traz uma Jane Champion no auge, com sua trama levemente esquisita e cheia de personagens marcantes. Se você ainda não viu, corra para ver.
  • 'Psicopata Americano', dirigido por Mary Harron
    'Psicopata Americano', dirigido por Mary Harron
    Divulgação
    Melhor adaptação de um livro do maldito Bret Easton Ellis para o cinema, Psicopata Americano é um retrato ácido da figura que traduzia o auge do capitalismo americano, o yupie. Brutal e engraçado, o filme marcou a volta ao estrelato do galês Christian Bale, que passou anos esquecido depois de sua impressionante estreia ainda criança em O Império do Sol.
  • 'Mulher-Maravilha', dirigido por Patty Jenkins
    'Mulher-Maravilha', dirigido por Patty Jenkins
    Divulgação
    A famosa super-heroína da DC salvou os seguidos flops da editora de quadrinhos no cinema, mostrando que é a vez das mulheres brilharem no tóxico e misógino mundo dos nerds.
  • 'Capitã Marvel', dirigido por Anna Boden
    'Capitã Marvel', dirigido por  Anna Boden
    Divulgação
    Mesmo ganhando de lavada no quesito bilheteria em comparação com a sua concorrente DC, a Marvel seguiu a tendência e embarcou na das super-heroínas como veículo feminista para as massas. Aplausos!
  • 'Lady Bird', dirigido por Greta Gerwig
    'Lady Bird', dirigido por Greta Gerwig
    Divulgação
    A atriz Saoirse Ronan brilha nessa história de uma adolescente comum e suas questões tão típicas da idade. Pode parecer banal, mas Greta Gerwig consegue dar um molho diferente para uma história que já vimos ser contada um milhão de vezes.
  • 'Que Horas Ela Volta?', dirigido por Anna Muylaert
    'Que Horas Ela Volta?', dirigido por Anna Muylaert
    Divulgação
    Sucesso de crítica e público, algo raro no cinema brasileiro atualmente, o drama da empregada vivida com paixão por Regina Casé bateu fundo no imaginário brasileiro e mostrou que ainda temos muito a discutir sobre essa figura tão emblemática da vida privada nacional: a empregada doméstica.
Galeria de Fotos 7 filmes para quem quer discutir o luto Veja Fotos