ENTRETENIMENTO
23/09/2020 11:23 -03

Tradicional festival de documentários tem nova edição online totalmente gratuita

Segunda fase do É Tudo Verdade exibe 61 filmes do mundo todo a partir desta quarta (3).

Pego de surpresa há poucos dias do início da edição que comemorava seus 25 anos, o É Tudo Verdade Festival Internacional de Documentários foi obrigado pela pandemia do coronavirus a ser pioneiro. Em pouco tempo, conseguiu organizar uma estrutura que viabilizava a transmissão online da mostra de cinema. Coisa que acabou virando uma tendência mundial em 2020.

Passado esse primeiro momento mais, digamos, improvisados, a 25ª edição do É Tudo Verdade retorna para uma segunda fase mais robusta que a primeira, que aconteceu no final de março. Agora, a mostra reúne 61 filmes, entre longas e curtas-metragens em competição e seleção hors-concours, disponíveis - totalmente de graça - em plataformas de streaming.

“Circunstâncias emergenciais exigem soluções excepcionais. A pandemia inviabilizou nossa 25ª edição em salas, mas vamos celebrar esta marca histórica com uma segunda etapa também digital, reafirmando a tradição de excelência de nossas competições, sessões especiais, palestras e debates”, disse Amir Labaki, diretor-fundador do festival.

Desta quarta (23) até o dia 4 de outubro, toda a programação poderá ser vista em canais de streaming disponíveis no site do É Tudo Verdade. Até a sessão de abertura, a única que ganha uma versão presencial, em sessão para convidados no Drive-in Belas Artes, em São Paulo. O filme escolhido é o chileno A Cordilheira dos Sonhos, de Patricio Guzmán, um dos vencedores do Olho de Ouro de Melhor Documentário no Festival de Cannes em 2019. O título estará disponível online a partir das 20h30.

Entre os destaques da competição, longas como o argentino 1982, de Lucas Gallo, sobre a campanha midiática em torno da Guerra das Malvinas (1982); o chinês Cidade dos Sonhos, de Cheng Shi Meng, que retrata a luta de um vendedor de rua idoso contra políticas públicas da cidade de Wuhan contra seu negócio; o romeno Colectiv, de Alexander Nanau, que mostra um escândalo de corrupção descoberto depois de um trágico incêndio em uma casa noturna em Bucareste; o tcheco Forman vs. Forman, de Jakub Hejna e Helena Trestíková, que traz um olhar sobre o famoso cineasta Milos Forman; o brasileiro Meu Querido Supermercado, de Tali Yankelevich, sobre a rotina, receios e desejos de funcionários de um supermercado, entre outros.

Os dez longas brasileiros que participam da competição serão apresentados diariamente, em sessões às 21h. No dia seguinte à exibição, sempre às 17h, os diretores desses filmes participarão de debate virtual, também disponível no site do festival. Limite de 1500 visionamentos por título.

Já os longas da disputa internacional estrearão diariamente no site do festival às 18h, com duas exceções também às 13h (dias 26/9 e 3/10) e permanecendo disponíveis por até 24 horas. Limite de 1000 visionamentos por título.

Outros destaque da programação são a mostra Foco Latino-americano, que exibe filmes como o cubano Brouwer, a Origem da Sombra, de Katherine Gavilan e Lisandra Lopez Fabe; e o colombiano Suspensão, de Simón Uribe; e a exibição especial de dois documentários clássicos brasileiros: Santiago das Américas ou olho do Terceiro Mundo, de Silvio Tendler, e Volkswagen: Operários na Alemanha e no Brasil, de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer.

Isso sem falar de uma programação paralela à exibição de filmes que conta com uma conferência, debates e master classes. 

No encerramento do festival, no dia 4 de outubro, às 20h, será exibido Win Wenders: Desperado, de Eric Fiedler e Andreas Frege, sobre o cineastas alemão que dirigiu alguns dos mais famosos documentários nas últimas décadas, como Buena Vista Social ClubPina e o Sal da Terra.

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