ENTRETENIMENTO
07/07/2020 16:01 -03 | Atualizado 07/07/2020 18:29 -03

Como era o mundo quando 'Estrela-Guia' passou na TV pela primeira vez

Novela que estreou em março de 2001 é mais uma a chegar ao catálogo do Globoplay.

Após disponibilizar em seu catálogo novelas marcantes como A Favorita, Tieta e Explode Coração, o Globoplay de lançar mais um folhetim da Globo: Estrela-Guia. Bom, aí você pergunta: “Estrela-Guia?!”. É, popularmente conhecida como “anovela da Sandy”, o folhetim de 2001 não é lá um dos mais celebrados da história da emissora.  

Estrela-Guia foi uma tentativa da Globo de atrair um público mais jovem para o horário das 18h, tradicionalmente voltado para tramas de época e mais sérias. Ou seja, a novela da vovó.

Daí o motivo de colocar a cantora Sandy como protagonista. Ela ainda gravava um programa com seu irmão, Junior, na emissora, o teen Sandy & Jr., que, aliás, ficou bem mais tempo no ar que Estrela-Guia, uma novela curta para os padrões Globo. Ela teve apenas 83 capítulos, ficando apenas três meses no ar.

Mas também... Com aquele casal bizarro formado pela quase adolescente Sandy e Guilherme Fontes, que há tempos já tinha passado do ponto do status de galã e era mais conhecido por suas “trapalhadas” financeiras para bancar seu filme Chatô (concluído 14 anos depois de Estrela-Guia!), o povo não comprou a história escrita por Ana Maria Moretzsohn.

Na trama, Sandy era a hippie Cristal, uma garota de 17 anos criada em uma comunidade que se muda para a cidade grande com o padrinho Tony (Guilherme Fontes), pelo menos 20 anos mais velho que ela, mas por quem se apaixona. Pois é... Algumas histórias de novela do passado já não caem muito bem em 2020.

Aliás, foi fazendo esse exercício de voltar no tempo que elaboramos mais uma de nossas já tradicionais listas ”Como era o mundo quando...”. Então, bem-vindo a 2001, um ano beeeeem esquisito.

O novo milênio chegou muito mais sombrio do que esperávamos. E logo em seu primeiro ano! O mundo mudou radicalmente (e para pior) naquele fatídico 11 de setembro, quando ocorreu o atentado terrorista às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. 

Universal History Archive via Getty Images

Em 2001 parecia que andávamos no escuro. Bom, na verdade nós estávamos literalmente no escuro mesmo. Lembra do Apagão? Foi uma crise nacional no fornecimento e distribuição de energia elétrica que durou até o ano seguinte. E olha que andar nas ruas das principais capitais do Brasil completamente sem luz foi apenas mais uma das bizarrices daquele ano.

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Já nos seu primeiro dia 2001 mostrava que ia pegar fogo mesmo. A festa de Réveillon no Rio que o diga... Alguns dos fogos (que até aquele ano ficavam na areia das praias mesmo, explodiram, matando um turista e ferindo 50 pessoas.

Reuters Photographer / Reuters

Foi fogo no parquinho mesmo! Ou melhor, no Xuxa Park.


E você acha que água daria jeito para apagar esse fogo? Pergunte para o Carlinhos Brown, que no Rock in Rio levou uma chuva de copos quando se apresentou bem no dia mais “rock” do festival.


Falando em rock... Foi em 2001 que perdemos dois grandes músicos: o Beatle George Harrison, vítima de um câncer aos 58 anos, e Cássia Eller, que nos deixou cedo demais, com apenas 39 anos, depois de sofrer um enfarto.

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O ano estava tão estranho que o Brasil se transformou no País do tênis. Enquanto Guga - que era o n° 1 do mundo - conquistava seu tricampeonato no prestigiado torneio de Roland Garros, a seleção Brasileira de futebol cortou um sobrado para se classificar para a Copa de 2002. Sob o comando de Felipão, o time conseguiu perder até para Honduras e garantiu a vaga para o mundial na última rodada, contra a Venezuela, que na época era o saco de pancadas da América do Sul.

Art SEITZ via Getty Images

Mas, calma, nem tudo foi trágico em 2001. Naquele ano nós ganhamos a nota de R$ 2. Uhuuuuu!

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Dois

Tá, a nota de R$ 2 não é lá um notícia tão impactante (diga isso para o cobrador ou caixa da padaria sem troco), mas teve a estreia de A Grande Família

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E da Casa dos Artistas!

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O que estávamos escutando? O grande hit daquele ano não foi axé, nem pagode, nem sertanejo, foi Ana Carolina com Quem de nós dois.


E nada mais emblemático que a própria Sandy nas paradas, ainda em parceria com seu irmão Júnior em A Lenda.


Se você não lembra, em 2001 surgiu um subgênero meio bizarro, o forró universitário. Se por um lado foi ótimo ver o Gilberto Gil no topo das paradas com Esperando na Janela...


Por outro, sempre tem um Falamansa para nos mostrar que nem tudo é motivo para comemoração.


No cinema, não foi nada estranho ver o povo dando preferência para tramas de fantasia. Tanto que os dois filmes mais vistos no mundo foram Harry Potter e a Pedra Filosofal e O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel.

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O Oscar? Foi para Gladiador. Ninguém é de ferro, né.

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