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13/03/2019 10:58 -03 | Atualizado 13/03/2019 20:29 -03

Atiradores invadem escola e deixam 10 mortos e 10 feridos em Suzano

Entre as vítimas, estão 5 estudantes e 2 funcionárias da escola; Os 2 atiradores se mataram.

ASSOCIATED PRESS
Policiais cercam a escola de Suzano que foi palco de massacre.

ERRATA - Ao contrário do que o HuffPost publicou, Pablo Henrique Rodrigues não morreu. A informação incorreta foi divulgadas pela Polícia Civil de São Paulo e posteriormente corrigida.

Dois ex-alunos de uma escola de Suzano, na Grande São Paulo, invadiram o local e atiraram contra estudantes e funcionários deixando pelo menos 8 mortos e 10 feridos na manhã desta quarta-feira (13), segundo a Polícia Militar. Os dois atiradores se mataram na sequência, somando 10 mortes. 

A polícia identificou os atiradores como Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Monteiro teria sido expulso da Escola Estadual Raul Brasil em 2018 após ter “problemas”, segundo o secretário de Segurança Pública, general João Camilo de Campo.

Entre as vítimas, estão cinco estudantes: Kaio Lucas da Costa Limeira e Caio Oliveira, de 15 anos, Douglas Murilo Celestino e Samuel Melquíades Silva Oliveira, de 16, e Claiton Antônio Ribeiro, de 17.

Também foram assassinadas a coordenadora-pedagógica da escola, Marilena Ferreira Vieira Umezo, de 59 anos, e a agente de organização escolar Eliana Regina de Oliveira Xavier, de 38.

A oitava vítima foi atingida fora da escola. Jorge Antônio Moraes, de 51 anos, era dono de uma locadora de carros e tio de Guilherme, um dos atiradores. Segundo uma testemunha, o tio teria desconfiado do sobrinho e tentou impedi-lo de sair com armas de casa. Moraes chegou a passar por cirurgia, mas morreu no hospital.

A escola tem cerca de 1.600 alunos nos ensinos fundamental (do sexto ao nono anos) e médio e cursos de línguas. Pela manhã, no entanto, só funciona o ensino médio e o curso de línguas. 

Galeria de Fotos Massacre em escola de Suzano (SP) deixa 10 mortos Veja Fotos

Aos jornalistas, o comandante-geral da PM de São Paulo, coronel Vieira Salles, disse que os dois atiradores - um deles usando uma máscara de caveira - entraram pela escola pelo portão da frente, no horário do intervalo, pouco depois das 9h30.

Eles se dirigiram primeiro à coordenação da escola, onde atiraram na coordenadora e na funcionária, e depois foram para o pátio, onde mataram 5 estudantes.

Na sequência, seguiram para a área onde são dados cursos de línguas, mas a professora conseguiu trancar a sala e os dois atiradores se mataram no corredor.

Eles estavam usando um revólver calibre 38 com a numeração raspada e uma besta (arma medieval que funciona com flechas), além de portarem 4 jet loaders (para recarregamento de arma). Foram encontrados ainda uma machadinha e um arco e flecha com os corpos dos atiradores.

A escola foi esvaziada após a polícia encontrar artefatos que se assemelhavam a bombas caseiras. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), do Batalhão de Choque, verificou no fim da manhã no local os possíveis explosivos, e descartou que fossem bombas.

Um vídeo de uma câmera de segurança na rua em frente à escola mostra os dois atiradores parando com o Onyx branco em frente ao portão do colégio, que estava aberto, e entrando tranquilamente. Um deles carregava uma mochila.

Outro vídeo, gravado por uma câmera de segurança de uma loja na rua de trás do colégio mostra estudantes pulando o muro e correndo em desespero por volta das 9h40 para escapar dos tiros.

O governador de São Paulo, João Doria, cancelou sua agenda e foi até a escola por volta das 11h da manhã para acompanhar o trabalho de resgate e atendimento aos feridos. Também foram para Suzano os secretários de Educação, Rossieli Soares, e de Segurança, general João Camilo de Campos.

″É a cena mais triste que eu já assisti em toda a minha vida”, disse Doria aos jornalistas, com a voz embargada.

Às 16h, o presidente Jair Bolsonaro, tuitou uma mensagem de condolência às famílias. “Presto minhas condolências aos familiares das vítimas do desumano atentado ocorrido hoje na Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo. Uma monstruosidade e covardia sem tamanho. Que Deus conforte o coração de todos!”, escreveu.

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lamentou “o grave atentado à Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), que provocou o trágico assassinato de crianças e funcionários” e prestou “solidariedade aos familiares neste momento de dor e tristeza”.

“Os fatos ainda estão sendo apurados pelas autoridades competentes e o Ministério se coloca à disposição do governo do estado de São Paulo”, completa o texto.