COMIDA
27/11/2019 05:00 -03

5 erros comuns que você comete ao tentar emagrecer

Fazer dietas malucas não significa que você vai emagrecer.

Emagrecer não é algo fácil para a maioria das pessoas. Com hábitos pouco saudáveis, como o sedentarismo e alimentação rica em industrializados, o Brasil vive uma epidemia de obesidade. Hoje, quase 20% da população é obesa e mais da metade tem sobrepeso, segundo dados do Ministério da Saúde. 

A obesidade é considerada uma doença por órgãos internacionais e nacionais de saúde, uma vez que ela está associada a diversas complicações, como infartos, AVC, cânceres, diabetes, hipertensão, problemas articulares, problemas de sono, depressão, entre outros. 

Aqueles que querem emagrecer normalmente buscam por resultados rápidos e, para isso, tendem a tomar atitudes radicais e dietas restritivas ― o que podem gerar efeito inverso e aumento de peso. 

Para a nutricionista Ivana Cobe, do 5S Estilo de Vida Saudável, além disso, muitas pessoas ainda cometem erros que comprometem a perda de peso. Veja abaixo:

Você pula refeições

artursfoto via Getty Images

Não fazer uma refeição para “cortar” calorias ou por falta de tempo no dia a dia é um dos principais erros, segundo a nutricionista. “Quando uma pessoa passa longos períodos sem se alimentar, o organismo utiliza proteína do músculo, fazendo com que aconteça a perda de massa magra no lugar da gordura”, explica.

Além de você trocar massa magra (que é essencial para a perda e manutenção do peso a longo prazo) por gordura (que pesa menos que o músculo), ficar muito tempo sem comer aumenta a fome, o que pode causar um exagero nas quantidades nas próximas refeições. 

A nutricionista, porém, lembra que pular refeições é diferente do jejum intermitente. “Quando planejado e programado, o jejum intermitente é benéfico para a perda de peso, o que não acontece quando a pessoa resolve pular refeições, se alimentando em horários desregrados e beliscando petiscos entre as principais ceias quando sente fome, por exemplo.”

Você come rápido demais

Comer muito rápido pode causar a sensação de que ainda não está satisfeito. O cérebro, segundo Ivana, demora cerca de 15 minutos para processar a ingestão de alimentos e proporcionar a saciedade. Por isso, é necessário criar o hábito de comer sem pressa, sentir os alimentos e, de preferência, comer sem distrações.

“Uma dica para começar é contar as mastigações, de 30 a 50 vezes, e evitar distrações durante a alimentação. Isso fará com que o cérebro compreenda esse novo ritmo de ingestão de alimentos e, com o tempo, essa prática se tornará automática”, indica Ivana. 

Você restringe (demais) o que come

Deagreez via Getty Images

A nutricionista recomenda fugir das dietas restritivas e que cortem grupos de alimentos por inteiro. “Dietas como: da sopa, maçã, da proteína, entre outras, devem ser evitadas ou acompanhadas por um profissional da área da saúde específico para não causar déficit de nutrientes no organismo”, conta. “O segredo para o emagrecimento sustentável é a reeducação alimentar e isso só é possível através de uma alimentação balanceada e completa.”

Você desconta nos finais de semana

Segundo Ivana, não existe o “dia do lixo” (ou um fim de semana), pois provavelmente você vai comer tudo o que passou vontade nos dias da semana. Este é um grande erro para quem quer emagrecer porque, no final das contas, você acaba “descontando” e exagerando nesses dias.

O segredo é manter uma rotina diária saudável em todos os momentos e, se ocorrer um exagero, a dica é seguir o plano alimentar e compensar com um cardápio mais leve ― mas ainda nutritivo. “Porém, essa atitude não pode ser recorrente.”

Você faz dietas sem buscar um profissional

Emagrecer sozinho é possível, mas nem sempre a melhor escolha. Sem ajuda de um profissional de saúde, você tende a seguir dietas prontas que talvez não sejam as mais indicadas para a sua rotina. “Cada corpo é único e deve ser tratado com exclusividade. Portanto, o acompanhamento de nutricionistas, coach e até psicólogos é essencial para garantir um emagrecimento saudável e sustentável”, finaliza a nutricionista.