O erro mais frequente que todo mundo comete ao cozinhar alho

E um truque pra mudar isso. Spoiler: é preciso ter mais paciência para mais benefícios.

Alho e saúde são dois conceitos que andam lado a lado. Este alimento está cheio de benefícios. Como dizia o grego Hipócrates, pai da medicina moderna, ao prescrevê-lo para tratar de problemas respiratórios, digestivos ou fadiga.

O tempo e os estudos científicos só serviram para confirmar que o alho aumenta as defesas e melhora a resposta do organismo contra possíveis ataques de vírus e bactérias. Além disso, serve para tratar infecções respiratórias e até enfrentar a tosse. Também como probiótico para alimentar as bactérias boas do trato digestivo.

A responsável por todas essas propriedades medicinais é a alicina, que não está no alho exatamente, mas é o resultado de quando seus componentes - a allina e a alinase - entram em contato. O produto da reação que se produz ao picar o amassar um dente de alho cru (ou mastigá-lo), mas desaparece se deixamos o alho imediatamente na panela ou na frigideira.

Aí está o erro, a pressa, a inimiga da perfeição. O calor neutraliza a alicina e faz com que o alho perca todas as suas propriedades. Basta um minuto no micro-ondas para desativá-las. Por sorte, uma simples mudança na cozinha serve para conseguir que não seja assim e, ainda, poupe a você mesmo de ter um mal hálito terrível por comer alho cru.

O truque consiste em ter paciência. Uma vez que você picou ou triturou o alho, há que deixá-lo pelo menos 10 minutos repousando antes de cozinhar. Inclusive, se quiser comer cru, você deve deixar esse tempo descansando.

Com 10 minutos ele cria uma grande quantidade de alicina e nem toda desaparece ao expor o alho ao calor. Outra forma de se beneficiar de todas essas propriedades é aumentar a quantidade de alho que se coloca nos pratos quando você os cozinha. A equação é simples: mais alho, mais alicina, mais vantagens.