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20/05/2020 15:57 -03

Enem será adiado de 30 a 60 dias, informa Ministério da Educação

Ministro Abraham Weintraub recua e cede ao Congresso para adiar Exame Nacional do Ensino Médio em função da pandemia do novo coronavírus.

O Enem 2020 (Exame Nacional de Ensino Médio) foi adiado. A nova data será de 30 a 60 dias após o que estava previsto originalmente nos editais — as provas presenciais estavam marcadas de 1º a 8 de novembro. Os exames digitais seriam aplicados de 22 a 29 de novembro. A confirmação foi feita na tarde desta quarta-feira (20) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), ligado ao MEC (Ministério da Educação).

Em nota, o MEC diz que a mudança no exame se deve ”às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus”.

O Inep vai organizar uma enquete em junho para os inscritos do Enem para definir as novas datas específicas. Os candidatos poderão opinar pela página do participante. As inscrições para o Enem terminam nesta sexta-feira (22).

NurPhoto via Getty Images
Dezenas de estudantes esperam para fazer provas do Enem em São Paulo.

Nesta terça-feira (19), o Senado aprovou o projeto de lei não apenas para prorrogar o exame, mas também demais provas de acesso ao ensino superior, como vestibulares, por conta da pandemia. 

Tanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), quanto da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisaram ao governo que aguardariam até a noite de terça por uma deliberação sobre o assunto. Isso porque, na segunda (18), o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, os procurou para dizer que, sim, o Planalto cederia e aceitaria prorrogar o Enem. Contudo, nenhuma confirmação havia sido formalizada após esse sinal de Ramos.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, seguiu defendendo a manutenção da data do Enem e propôs ontem um consulta aos inscritos para fazer a prova. Entretanto, ele teve que ceder ao Congresso, e o adiamento foi oficializado nesta quarta.

A batalha de Bolsonaro para arregimentar apoio político no Congresso, sobretudo com o centrão, vem enfraquecendo o chefe do MEC.