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23/03/2019 13:13 -03

Número de mortos em Moçambique já ultrapassa 400 após ciclone

Pelo menos 1,5 mil pessoas estão aguardando resgate em cima de telhados e árvores.

Mike Hutchings / Reuters

O número de mortos em Moçambique já ultrapassou a faixa dos 400. Um ciclone que passou pelo sul da África causou enchentes devastadoras. A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para novas possibilidades de enchentes.

O ciclone Idai castigou Beira, cidade portuária moçambicana, com ventos de até 170 km por hora na semana passada, antes de seguir em direção ao Zimbábue e ao Malaui, provocando o desmoronamento de prédios e ameaçando a vida de milhares de pessoas.

“A situação está melhorando, ainda crítica, mas está ficando melhor”, disse o ministro do Meio Ambiente, Celso Correia, ressaltando que as condições de trabalho no terreno têm ficado menos difíceis.

“Mas infelizmente o número de mortos está aumentando, temos até agora 417 pessoas que perderam suas vidas”, disse ele.

As enchentes deixaram milhares de pessoas desabrigadas, sem comida ou água potável. Alguns sobreviventes se refugiaram em igrejas e centros improvisados, enquanto alguns se juntaram a agências de ajuda humanitária e ao governo no socorro a algumas áreas.

Correia disse que pelo menos 1,5 mil pessoas estão aguardando resgate em cima de telhados e árvores. Cerca de 15 mil pessoas ainda estão desaparecidas.

Africanos enfrentam falta de água e alimentos

Os moradores de Beira estão sofrendo com a escassez de alimentos, água e outros itens essenciais.

Ao instruir sua equipe na noite de quinta-feira, Connor Hartnady, líder de uma força-tarefa de operações de resgate da Resgate África do Sul, disse que os moradores de Beira estão chegando ao limite da fome.

“Houve três incidentes de segurança hoje, todos relacionados à comida”, disse ele à sua equipe, sem dar maiores detalhes.

As chuvas torrenciais da tempestade causaram o transbordamento dos rios Buzi e Pungwe, que estão na área de Beira.

Estradas que levam a Beira foram bloqueadas pela tempestade, e a maior parte da cidade está sem energia. A Cruz Vermelha estimou que 90% das construções foram danificada ou destruída pela tempestade.