OPINIÃO
28/11/2019 09:17 -03 | Atualizado 28/11/2019 09:17 -03

Governo que prometia mudar o Brasil não fez quase nada em 11 meses, diz Elena Landau

Economista ligada ao Livres afirma em entrevista ao UM BRASIL que a inexistência de comunicação do governo com a sociedade é prejudicial para o andamento das pautas propostas.

Divulgação/Christian Parente/UM BRASIL
Economista Elena Landau, ligada ao Livres, concede entrevista ao UM BRASIL.

“Um governo eleito democraticamente – gostemos do governo ou não –, com uma agenda que prometia mudar o Brasil, não fez quase nada em 11 meses, pendurado na reforma da Previdência. Estamos correndo atrás do tempo”, analisa a economista e membro do conselho acadêmico do movimento Livres, Elena Landau, em entrevista ao UM BRASIL, iniciativa da FecomercioSP.

Na conversa, ela fala da falta de comunicação do governo com a sociedade e destaca que essa desarticulação é prejudicial para o andamento de pautas importantes, como a austeridade nos gastos e desvinculação da receita. “Temos um presidente que não liga para a agenda econômica, com desprezo pela Casa [Congresso] e que cria fantasmas onde não existem. Para conseguir que o pacote de medidas dele passe, ele vai ter que conversar com as ‘hienas’ dele, com o STF, com o Congresso, com a imprensa, com a sociedade e movimentos”, alerta Landau.

Integrante do governo de Fernando Henrique Cardoso – mais especificamente no comando de um programa de privatizações, entre 1994 e 1996 –, a economista tem uma postura crítica em relação ao tratamento do atual governo sobre essa pauta, sobretudo o modo como a agenda tem sido apresentada.

Landau critica a falta de clareza dentro do atual governo para saber se querem que as estatais se recuperem e voltem a investir ou que deixem de ser estatais; além disso, é preciso que o desenho do modelo de desestatização seja atrativo e que haja condições de segurança jurídica à outra ponta — os investidores.

“A criação da Secretaria Especial de Desestatização foi uma ideia boa, mas que está sendo muito mal implementada. Estamos com um problema muito grande de governança na privatização”, ressalta. “Você precisa de uma pessoa que diga: ‘O governo vai privatizar tal empresa no dia tal; nosso organograma é este’; uma pessoa que seja a cara da privatização, para que isso não fique difuso. Falta uma cadeia de comando.”

Assista à íntegra da entrevista:

Este artigo é de autoria de articulista do HuffPost e não representa ideias ou opiniões do veículo. Assine nossa newsletter e acompanhe por e-mail os melhores conteúdos de nosso site.