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17/10/2019 16:36 -03 | Atualizado 17/10/2019 21:57 -03

Jogo duplo: Quatro deputados apoiaram Eduardo e Delegado Waldir para liderança

Coronel Crisóstomo (RO), Daniel Silveira (RJ), Luiz Lima (RJ) e Professor Joziel (RJ) assinaram as três listas que circularam pela Câmara na briga pela troca de líder do partido.

Valter Campanato/Agência Brasil
Deputado Delegado Waldir durante discussão do processo de afastamento da presidenta Dilma Rousseff

As listas com pedidos de trocas na liderança do PSL da Câmara que tumultuaram ainda mais o cenário interno no partido tiveram três deputados apoiando os dois lados: Coronel Crisóstomo (RO), Daniel Silveira (RJ), Luiz Lima (RJ) e Professor Joziel (RJ). Eles assinaram os três documentos, dois que pediam a retirada do Delegado Waldir (GO) do posto para a entrada de Eduardo Bolsonaro (SP), e outro, com apoio ao parlamentar por Goiás. 

De acordo com Crisóstomo, a lista de Waldir passou por ele na segunda-feira (14). “Ontem, eu decidi votar pelo Eduardo fazendo uma análise do momento. Como sou governo, sou Bolsonaro, quero conciliação, decidi assinar a lista que atende melhor o governo Bolsonaro”, disse ao HuffPost. 

Mais cedo, Delegado Waldir se negou a responder quando a sua lista começou a circular, mas afirmou que foi “quando soubemos da outra”. 

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro deixou de lado parte de sua agenda para falar pessoalmente com deputados e pedir apoio ao filho 03. Crisóstomo foi um deles. De acordo com o parlamentar, o mandatário não lhe pediu diretamente para assinar a lista de Eduardo, mas para “continuar apoiando o governo dele, e trabalhando pelos brasileiros que querem um País diferente e melhor”, relatou. 

A Secretaria Geral da Mesa (SGM) da Câmara conferiu as três listas apresentadas e encontrou inconsistências. Por isso, Waldir se manteve na liderança. De acordo com a própria secretaria, o que se viu, além das repetições de assinaturas, foram rubricas que não conferem com as que os parlamentares têm registradas na Casa. 

“Sempre orientamos os deputados a, quando forem assinar algo formal, usar a assinatura que registraram aqui na SGM. Mas às vezes, na correria, ou até porque não querem dar apoio àquilo, e querem se livrar de quem está pedindo a assinatura, deixam uma rubrica que não condiz com os registros na Casa”, afirmou ao HuffPost o secretário-geral da Casa, Leonardo Barbosa. 

A lista em apoio à liderança de Eduardo, que contava com 27 assinaturas, teve uma inconsistência. Foi de Bia Kicis (DF). Ela foi pessoalmente nesta quinta (17) à SGM saber o que tinha acontecido e foi informada de que sua assinatura não conferiu. A parlamentar é conhecidamente bolsonarista, assinou semana passada nota em apoio ao presidente Jair Bolsonaro e tem trabalhado em apoio a ele no Congresso. 

Para que a troca de líderes aconteça, são necessárias assinaturas de mais da metade dos parlamentares da bancada no pedido. Os PSL tem 53 deputados.