POLÍTICA
16/07/2019 09:47 -03

Bolsonaro volta a defender filho em embaixada dos EUA: 'Tem vivência internacional e frita hambúrguer'

Eduardo Bolsonaro não tem formação de diplomata, mas é opção do pai para ser embaixador em Washington.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender nesta terça-feira (16) a indicação do filho Eduardo Bolsonaro para ocupar a embaixada do Brasil em Washington, e aproveitou argumentos do próprio filho, afirmando que o deputado tem vivência internacional e “frita hambúrguer também”.

A possível nomeação de Eduardo Bolsonaro como embaixador nos EUA causou perplexidade no Itamaraty e foi criticada nas redes sociais, inclusive por apoiadores do presidente e de seu filho, que não tem formação de diplomata.

Bolsonaro, no entanto, tem defendido a nomeação, e voltou a apoiar Eduardo na manhã desta terça ao ser questionado por repórteres antes de reunião ministerial no Palácio da Alvorada.

“Eduardo é meu filho. Fala inglês, fala espanhol, tem uma vivência internacional muito grande. E frita hambúrguer também, tá legal?”, disse Bolsonaro, fazendo referência a uma declaração do próprio filho sobre experiência de ter morado nos Estados Unidos.

Bolsonaro confirmou na semana passada que considerava o nome do filho para a embaixada, mas que Eduardo precisava aceitar.

Em entrevista, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) confirmou que aceitaria a indicação e renunciaria ao mandato caso fosse indicado oficialmente.

Questionado sobre a falta de experiência para ocupar o cargo e possível caso de nepotismo se for realmente indicado para o cargo, Eduardo Bolsonaro defendeu seu currículo.

“Tenho um trabalho sendo feito, sou presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, tenho uma vivência pelo mundo, já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos EUA, no frio do Maine, no frio do Colorado, aprimorei meu inglês, vi como é o trato receptivo do americano com os brasileiros”, disse.

Na segunda-feira (15), o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou que Bolsonaro ainda avalia a indicação do filho para a embaixada brasileira em Washington, e defendeu que a indicação é “legalmente viável”.