21/11/2019 18:55 -03 | Atualizado 21/11/2019 18:55 -03

Designer: o criador de tudo

Lista de oportunidades para os profissionais do setor é gigantesca

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Lista de oportunidades para os profissionais do setor é gigantesca

Quem é criativo, não tem medo de inovar e fica motivado com as constantes novidades do dia a dia pode ainda não saber, mas possui uma carreira pronta para ser explorada e chamar de sua. É a área de design, capaz de interferir em tudo em nosso cotidiano. Duvida? O profissional de Design cria objetos, peças gráficas, interfaces para sites e aplicativos, produtos e embalagens, eletrodomésticos, lustres, roupas, joias, máquinas, equipamentos industriais, serviços... A lista é tão grande que seria capaz de ocupar esta matéria inteira, acredite!

De fato, a variedade de campos a serem explorados impressiona. Quem abraça a causa pode trabalhar nas áreas gráfica, digital, industrial e urbana, seja como designer de produtos, serviços, digital ou gráfico. Um incentivo e tanto, ainda mais potencializado pela verdadeira revolução tecnológica que vivemos, com a necessidade cada vez mais gritante de usabilidade na web e nos produtos. Em um mundo onde tudo precisa estar a um clique, trata-se de uma novidade que ampliou algo já gigantesco: o campo de atuação desse profissional.

História

O setor nasceu em solo tupiniquim ainda no século XIX com a implantação das casas tipográficas e a produção de jornais e publicações oficiais. Nas primeiras décadas do século XX, desenvolveu-se a partir de ideias modernistas com ilustradores do porte de Di Cavalcanti e J.Carlos. Esses conceitos se desdobraram por vários campos com os interiores de John Graz e mobiliários de Gregori Warchavchik.

Por muito tempo foi chamado de desenho industrial, pois havia a necessidade de se apoiar a emergente indústria nacional. Mas foi em 1962 que a primeira escola surgiu no país, a ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial).Teve entre seus primeiros expoentes Alexandre Wollner (1928-2018), Emilie Chamie (1927-2000), Geraldo de Barros (1944-2007), Bea Feitler (1938-1982) e Aloísio Magalhães (1927-1982).

Este último era tão espetacular que até hoje serve como referência aos mais novos. Em sua carreira, desenvolveu centenas de projetos dos mais variados tipos, como a primeira marca da Rede Globo, a identidade visual da Petrobras e o desenho das notas de Cruzeiro que circularam pelo País na década de 1970. Não à toa, viu seu dia de nascimento, 5 de novembro, ser oficializado pelo Governo Federal como Dia Nacional do Design.

Referência

Em constante evolução, o design brasileiro se consolida a cada dia como um dos mais respeitados do planeta. Na edição deste ano do iF Design Award, o Oscar de design do mundo, 16 projetos brasileiros foram premiados nas áreas de comunicação, embalagem, produtos e serviços. Em 2018, foram 28 vencedores do Brasil. Em 2017, outros 27. Motivos de orgulho e incentivo a quem ainda pensa se é um bom negócio investir na formação acadêmica e trilhar uma carreira de sucesso no setor.

Mercado

Os profissionais do setor explicam que o mercado nacional é segmentado pelo tipo de atividade de cada região. Se no Norte, por exemplo, existe a demanda de design de produtos devido às atividades da Zona Franca de Manaus, este profissional tem trabalhado também com as práticas sustentáveis do design em ações junto ao terceiro setor interessado em qualificar os artesãos locais. No Sul, as principais referências são os setores de móveis e calçados.

Já no Sudeste estão concentradas as maiores empresas do país ligadas ao design de gráfico e de serviços. Há também, espaço para o design de produtos e a necessidade de implantação de processos de inovação. Aliás, esta é uma qualidade que o profissional está habilitado para desenvolver em qualquer ambiente, seja corporativo, industrial ou social. Inovação faz parte da formação deste profissional e integra a chamada economia criativa e colaborativa.

O designer tem a obrigação de se manter constantemente atualizado, seja em cursos presenciais ou à distância. O mercado valoriza quem se liga nas tendências e nas ferramentas de impressão e fabricação digital que dão asas à criatividade de cada um.

Serviço

Ficou animado com esse banho de história e de prêmios? Então se liga. No Centro Universitário Senac, professores pra lá de capacitados ajudam o aluno a desenvolver suas habilidades técnicas e artísticas no Bacharelado em Design, ampliando horizontes e mostrando o que é tendência no mercado. São três anos e meio em um curso que engloba o que há de mais atual das tecnologias aplicadas ao design experimental desenvolvendo práticas de criação, linguagem e produção em relações de uso e consumo, cultura criativa, inovação e sustentabilidade.

Durante o curso, a aluno constrói um portfolio com os produtos de cada projeto o que pode abrir portas pra lá de interessantes no mercado. Há, ainda, o contato com o exterior, com possibilidade de intercâmbio no Canadá, Chile e Portugal e a visita anual ao campus Santo Amaro, em São Paulo, de pesquisadores e professores da Copenhagen School of Design and Technology (KEA), instituição dinamarquesa de ensino considerada referência global no assunto. Nada mal, não é mesmo? Sem dúvida, vida universitária é no Centro Universitário Senac.