OPINIÃO
05/07/2019 09:53 -03 | Atualizado 05/07/2019 09:53 -03

Democracia Institucional

Capacitação dos profissionais de Relações Institucionais e Governamentais tornou-se fundamental para fortalecer instituições.

A democracia é o valor mais importante que carregamos em nossa sociedade, pois dela emanam diferentes liberdades. A representação política, escolhida de maneira livre e plena, tem o significado de dar forma para esse caminho. No Congresso Nacional está disposta a mais plural forma de organização política, que representa de forma difusa os diferentes grupos que compõem a sociedade. É, portanto, caixa de ressonância da vontade popular expressa nas urnas, o maior corolário de uma democracia.

O pleno exercício democrático passa também pelo engajamento da sociedade, que ossui o legítimo direito de se fazer ouvir. Os representantes do povo, tanto no Parlamento, quanto no governo, têm o dever de escutar os anseios e demandas da população que os elegeu. Afinal, funcionam como seus procuradores na discussão, implementação e debate das políticas públicas que possuem reflexo em toda a sociedade.

Logo, não existe maior representação da vontade popular que o Parlamento, que representa a essência de nossa democracia, tornando-se instrumento garantidor de nossas liberdades.

Não é por outro motivo que aqueles que possuem tendências autoritárias voltam suas críticas ao Legislativo e sua pluralidade, pois sabem que, sem a caixa de ressonância da sociedade em funcionamento, esta torna-se silenciosa e servil ao governo.

O fortalecimento institucional da democracia passa por um Parlamento forte e participação ativa da sociedade na formação das políticas públicas. Nesse contexto surge a importância das relações institucionais e governamentais, um dos elos mais importantes da corrente democrática, que realizada um trabalho essencial para a República: fornecer voz aos setores que desejam ser ouvidos na discussão das políticas públicas.

Leis que passam por discussões profundas e debate de qualidade, em que a sociedade é ouvida de forma institucional e transparente, possuem maior chance de tornarem-se instrumentos efetivos de exercício de cidadania. Esse é o debate plural e saudável, algo que já ocorre nas democracias maduras, local que o Brasil almeja ocupar, à medida que fortalece os instrumentos institucionais de participação cidadã.

O debate acerca de um marco legal que forneça os limites e abrangência de ação dos profissionais que atuam na defesa de interesses é algo que amadureceu juntamente com a democracia brasileira nas últimas três décadas.

Logo, o projeto de lei que disciplina a atuação dos profissionais de RIG (Relações Institucionais e Governamentais), depois de amplo debate, encontra-se pronto para ser apreciado pela Câmara dos Deputados. Um passo fundamental que alça o Brasil a um novo patamar.

Assim, a capacitação desses profissionais, que atuam na frente mais importante de nossa democracia, tornou-se fundamental para fortalecer os instrumentos institucionais que moldam o sistema de nossas garantias constitucionais. Além disso, asseguram que a sociedade faça parte deste debate fundamental que é a discussão das políticas públicas.

Nada é mais importante para uma sociedade do que possuir uma democracia viva e atuante, pois somente assim o sistema das liberdades que protege o cidadão estará assegurado.

Para isso acontecer, os setores organizados precisam ser ouvidos por meio de interlocutores confiáveis e capacitados. Um modelo institucional maduro capaz de fazer nosso país avançar a passos largos em direção das mudanças profundas exigidas por seus cidadãos.

Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.