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22/07/2019 10:33 -03 | Atualizado 22/07/2019 10:48 -03

Datafolha: Só 4% citam combate à corrupção como algo de melhor que Bolsonaro fez em 6 meses

Pesquisa mostra que 4 em cada 10 brasileiros responderam ‘nada’ quando perguntados sobre o que Bolsonaro fez de melhor.

Adriano Machado / Reuters
Entre os entrevistados, 39% responderam “nada” quando perguntados sobre o que Bolsonaro fez de melhor até agora e 19% responderam que “não sabem”.

Uma das principais bandeiras de Jair Bolsonaro, o combate à corrupção foi praticamente esquecido ao longo de seus seis primeiros de governo. É isso que indica pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (22). Pela percepção do brasileiro, apenas 4% citam a luta contra a corrupção entre o que o presidente fez de melhor no início de seu mandato.

Neste primeiro semestre, o presidente se viu no centro de uma série de escândalos que envolvem corrupção. O ano começou com a denúncia de que seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), estaria envolvido em um esquema de desvio de dinheiro dentro de seu gabinete de quando era deputado estadual.

O PSL, partido do presidente, também se tornou alvo de queixas de candidaturas laranjas.

As constantes crises pelas quais passam o governo de Bolsonaro também apareceram na pesquisa. Entre os entrevistados, 4 em cada 10 não conseguiram citar medida positiva do presidente. Do total, 39% responderam “nada” quando perguntados sobre o que Bolsonaro fez de melhor até agora e 19% responderam que “não sabem”.

Entre os que votaram nele no segundo turno, 17% não conseguiram apontar nada de muito positivo.

Entre os feitos positivos, além do combate à corrupção, 8% destacaram avanço na segurança, 7% lembraram da reforma da Previdência, 4% ressaltaram os decretos que flexibilizaram o acesso às armas e 1%, o fim do horário de verão.

Sobre o que o presidente fez de pior, 18% responderam “nada” e 21% citaram o decreto das armas. Na lista das piores medidas também aparecem a reforma da Previdência (12%) e a imagem pública (9%) — que inclui declarações consideradas desnecessárias e atitudes como a postura em relação aos filhos.

O Instituto Datafolha ouviu 2.860 pessoas com mais de 16 anos, em 130 cidades do País, nos dias 4 e 5 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com índice de confiança de 95%.