Coado ou expresso: Qual tem mais cafeína? Essa e outras curiosidades sobre nosso querido café

Estive em uma feira sobre café e aqui estão as coisas que mais me surpreenderam ― e provavelmente vão te surpreender também.

Um cafezinho no fim da tarde é um como um afago para os amantes da bebida.

Além de delicioso, o café é rico em antioxidantes, ajuda a prevenir diversas doenças e até melhora a memória a longo prazo ― se consumido com moderação.

Porém, o universo do café não acaba por aí. No fim do mês passado, estive em uma das maiores feiras de café do Brasil (Semanal Internacional do Café), em Belo Horizonte, e me tornei quase uma “expert” sobre a iguaria.

Após conversar com diversos especialistas, mestres de torra e fãs da bebida, me deparei com boas curiosidades sobre o café, do grão ao produto final, quentinho na sua xícara.

Aqui estão 5 curiosidades sobre o café que ― e assim como eu ― provavelmente vão te surpreender:

Qual café tem mais cafeína: coado ou expresso?

Se você fosse pensar rápido sobre isso, provavelmente diria que o expresso é uma “bomba” de cafeína, certo? Mas, não é. O café coado tem mais cafeína do que o expresso, uma vez que a cafeína “se dissipa” melhor em contato com a água. Pelo expresso ser mais concentrado, e conter menos água, ele tem menos cafeína do que o coado.

Enquanto em um expresso tradicional, a quantidade de cafeína pode chegar a até 200 mg, o café coado tem cerca de 300 mg.

Por que café especial é normalmente mais claro

Se você já experimentou um café especial e não entendeu porque ele parece “mais fraco”, há sim uma explicação. Normalmente, cafés especiais têm torra mais clara para, exatamente, exaltar as qualidades dos grãos.

“É importante entender por que o café especial tem um torra clara. Quando se torra mais o café, se escondem também os defeitos dele. Tem café que pode ter até palha no meio e, quando se torra muito, não fica perceptível”, contou Raquel Meirelles, consumer marketing da Nescafé. “Quando o café é claro, ele não tem defeito porque não tem como esconder. Se você torra muito um café bom, está queimando a qualidade e não o defeito.”

Cada café tem seu próprio ‘terroir’ e ele é único

Outra coisa muito curiosa sobre o café é que a região e cultivo do café dão um sabor único ao produto final.

Cada produção de café tem seu próprio “terroir”, ou seja, ambiente e características ligadas à lavoura que tornam um grão único, como o clima, solo, altitude, sentido do vento, umidade, quantidade de luz solar, entre outras.

Por isso, um café produzido no Espírito Santo não será igual ao produzido no interior de São Paulo, e assim vai.

A água usada no café coado importa (e muito!)

Ao fazer um café coado, uma das menores preocupações é qual água usar. Mas, na verdade, ela tem um papel essencial para o resultado final.

Especialistas recomendam usar sempre água mineral ou água filtrada, e evitar pegar água direto da torneira. Ela pode alterar o gosto do café, uma vez que a fervura não retira todos os seus compostos.

Café solúvel é mais industrializado?

Um mito que ronda o café solúvel é sobre sua produção. Diferentemente do que muitos imaginam, o café instantâneo não é ultraprocessado ou recebe aditivos químicos. Sua produção é bem parecida com a do café tradicional e, só no final do processo, ele se difere.

Após a seleção dos grão, torrefação e moagem, o café é colocado em enormes “cafeteiras” e, sob alta pressão e água quente, elas extraem todo o líquido. Feito esse processo, a água é retirada do extrato líquido em um processo de secagem, ficando assim, apenas o pó, que conserva o sabor e o aroma do café.

Depois de envasado e vendido, o café está pronto para ser consumido apenas com a adição de água quente.

*A repórter viajou a convite da Nescafé.