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27/06/2020 19:19 -03 | Atualizado 27/06/2020 19:19 -03

Número de mortos por covid-19 no Brasil ultrapassa 57 mil, segundo dados de secretarias

Foram 1.109 mortes e 38.693 novos casos confirmados nas últimas 24 horas no País; Em todo o mundo, novas infecções bateram recorde diário.

picture alliance via Getty Images
O novo coronavírus já causou quase de 496 mil óbitos no mundo. São cerca de 9,9 milhões de casos confirmados, de acordo com dados atualizados neste sábado.

Nas últimas 24 horas, o Brasil confirmou mais 1.109 mortes e 38.693 novos casos decovid-19. Com isso, os números divulgados pelo Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), com dados compilados até as 18h deste sábado (27), eram de 57.070 óbitos e 1.313.667 casos.

De acordo com o jornal O Globo, o Brasil e os Estados Unidos puxaram um recorde global de novos casos na sexta-feira, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Segundo um levantamento do jornal, todos os países, juntos, registraram 191.700 novas infecções por covid-19 em 24 horas. O recorde anterior era do dia 18 de junho: 181.600 novos casos em um único dia.

No Brasil, em números absolutos, o estado de São Paulo segue liderando o ranking de vítimas da pandemia, com 14.263 mortes, seguido pelo Rio de Janeiro (9.789), Ceará (5.981), Pará (4.834) e Pernambuco (4.708).

Na última quarta, o Ministério da Saúde anunciou que a notificação de casos do novo coronavírus poderá ser feita pelo médico apenas por critérios clínicos, sem esperar o resultado laboratorial. Na prática, a mudança pode ser um incentivo a menos para aplicação de testes, forma mais precisa de diagnóstico.

Na comparação internacional, o Brasil é o segundo país com mais mortes causadas pela covid-19, de acordo com o mapeamento do Centro de Recursos de Coronavírus da Universidade Johns Hopkins. No início de junho, o Brasil ocupava o quarto lugar no ranking mundial. Ao longo do mês, ultrapassou Itália e Rússia.

Quanto aos diagnósticos, o Brasil é o segundo país com mais casos confirmados de contaminação, atrás apenas dos Estados Unidos, que conta com cerca de 2,4 milhões de casos, segundo o controle da Johns Hopkins.

A diferença das taxas de testagem entre os dois países - 37.188 testes por milhão de habitantes nos EUA e 8.737 por milhão de habitantes no Brasil - é uma evidência da subnotificação da crise sanitária no cenário brasileiro.

Na última segunda-feira (22), o diretor-executivo da OMS (Organização Mundial da Saúde), Michael Ryan, afirmou que a porcentagem de testes com resultado positivo no Brasil, de 31%, é um indicador de subnotificação. “Nos países que aplicam grande número de testes, a porcentagem de positivos fica perto de 5%”, afirmou.

O novo coronavírus já causou quase de 496 mil óbitos no mundo. São cerca de 9,9 milhões de casos confirmados, de acordo com dados atualizados neste sábado.