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04/06/2019 19:36 -03

Capes anuncia novo corte em 2,7 mil bolsas de pós-graduação

O congelamento atinge cursos com nota 3 na avaliação. Atuais bolsistas não serão afetados.

ASSOCIATED PRESS

Nesta terça-feira (4), a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior) anunciou o corte de mais 2,7 mil bolsas de cursos de pós-graduação no Brasil.

Serão congeladas 2.331 bolsas de mestrado, 335 de doutorado e 58 de pós-doutorado.

Com o anúncio desta terça, o bloqueio, que é resultado de uma política de contigenciamento do orçamento do Ministério da Educação (MEC), já reduziu, no total, 6.198 bolsas de pesquisa no ano de 2019.

A previsão da instituição é de que os congelamentos representem uma economia de R$ 4 milhões este ano e de R$ 35 milhões em 2020.

De acordo com a Capes, foram afetados os cursos que tiveram duas avaliações consecutivas com nota 3, ou que caíram da nota 4 para a 3. Na escala utilizada pela instituição, que vai até a nota 7, a nota 3 é a mínima para se credenciar um curso. 

No entanto, nem todos os cursos com nota 3 foram afetados. De acordo com a Capes, os pesquisadores localizados na Amazônia Legal tiveram uma redução menor em suas bolsas, uma tentativa da instituição em reduzir as desigualdades do acesso à educação no País.

 

O que significa o novo corte da Capes

Os bloqueios das bolsas não serão imediatos e não vão afetar os atuais bolsistas. O congelamento significa que, assim que os atuais pesquisadores completarem seus trabalhos, mais de 70% das vagas não serão reabertas.

Em entrevista ao O Globo, o presidente da Capes, Anderson Correia, afirmou que espera que este seja o último corte. 

“Num cenário positivo, esperamos que seja a última ação nesse sentido”, disse.

Segundo Anderson Lozi, diretor de Gestão da Capes, se houver uma melhoria na economia, os bloqueios podem ser revertidos.  

A Capes também informou que os cortes tiveram como propósito “alinhar a concessão de bolsas no País à avaliação periódica, preservando os cursos mais bem avaliados nos últimos 10 anos”.