OPINIÃO
30/08/2020 04:00 -03 | Atualizado 30/08/2020 04:00 -03

'Liberdade só se exerce na vida coletiva; se alguém não é livre, ninguém é livre'

O filósofo e educador Mario Sergio Cortella fala sobre coletividade e coloca em debate pontos como o preconceito e a ignorância.

“A noção de liberdade é um princípio coletivo. A liberdade só se exerce na vida coletiva, assim como os direitos humanos. Não existe liberdade exclusiva que somente eu tenha ou que seja possível de ser exercida na solidão”, argumenta o filósofo e educador Mario Sergio Cortella, em entrevista ao UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP.

Em conversa com o jornalista Renato Galeno, Cortella aborda alguns dos temas que dão base a seu mais recente livro A diversidade: aprendendo a ser humano.

Não existe liberdade exclusiva que somente eu tenha ou que seja possível de ser exercida na solidão.

Ao canal, ele coloca em debate pontos como o preconceito e a ignorância elevados a um sentimento nacionalista, o perigo da descrença na ciência, os rumos da educação e a importância de que a liberdade seja um direito coletivo garantido.

“A minha liberdade não acaba quando começa a do outro, a minha liberdade acaba quando acaba a do outro. Se algum ser humano não é livre, nenhum ser humano é livre; se alguma criança não for livre da falta de escolarização, ninguém é livre; se alguma mulher não for livre da falta de segurança em relação às suas escolhas, ninguém é livre; se alguma pessoa não for livre da falta de trabalho digno, de saúde decente e de religião que não seja aprisionadora, ninguém é livre. Nesse sentido, o exercício da liberdade se dá em meio à coletividade”, pondera Cortella.

Um Brasil

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