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11/10/2020 18:26 -03

Brasil registra 150.488 mortes por covid-19; 290 nas últimas 24 horas

Na última semana, País se tornou o terceiro do mundo - depois de Estados Unidos e Índia - a ultrapassar os 5 milhões de casos.

O total de mortes causadas pela covid-19 Brasil chegou a 150.488 mortes neste domingo (11), de acordo com levantamento do Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), com registros compilados até 18h. São 290 registros a mais em 24 horas.

Em números absolutos, o estado de São Paulo lidera o ranking de vítimas fatais com 37.256 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 19.308, Ceará (9.134), Pernambuco (8.411) e Minas Gerais (8.127). Quanto ao número de casos, em 24 horas foram 26.749 novas confirmações. O acumulado de casos registrados é de 5.094.979.

Na última semana, o Brasil também se tornou o terceiro País do mundo, depois de Estados Unidos e Índia, a ultrapassar dos 5 milhões de casos. A marca foi superada 34 dias após o país bater a marca de 4 milhões de casos, o que representa o período mais longo para se acumular 1 milhão de casos no País após o primeiro milhão, mas ainda uma redução lenta em comparação a países europeus depois que saíram do pico.

O País é o segundo com mais mortes causadas pela covid-19, de acordo com o mapeamento do Centro de Recursos de Coronavírus da Universidade Johns Hopkins, atrás apenas dos Estados Unidos, mas ainda há fortes indícios de subnotificação.

O Brasil viu a epidemia cair de um patamar semanal de cerca de 40 mil casos novos por dia, no início de setembro, para uma média de 27 mil casos por dia, segundo dados do Ministério da Saúde, referentes à semana epidemiológica encerrada no último sábado (3). Junto com a desaceleração dos casos também houve redução no número de mortes, caindo das 890 por dia em média no final de agosto, para 654 óbitos por dia na última semana epidemiológica.

O novo coronavírus já causou mais de um milhão de mortes no mundo. São mais de 36 milhões de casos confirmados, de acordo com dados da Universidade de Hopkins.

O presidente Jair Bolsonaro minimizou desde o início a pandemia e o novo coronavírus. Além de se posicionar contrário ao isolamento social, disse várias vezes se tratar de uma “gripezinha” e chegou a questionar o número de mortes, sugerindo que governadores estariam inflando os dados. 

Ao mesmo tempo em que negava a gravidade da epidemia, chegando a ocultar dados, o governo de Jair Bolsonaro apostou em pautas diversionistas. O presidente tirou 2 ministros da Saúde por discordarem de seu posicionamento sobre isolamento e de sua defesa de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid, como a cloroquina e a hidroxicloroquina. Hoje, o militar Eduardo Pazuello está à frente do Ministério da Saúde.

A situação epidemiológica do Brasil no momento

O total de novos casos e óbitos causados pelo novo coronavírus na semana encerrada em 3 de outubro caiu de modo geral no Brasil, mas os indicadores epidemiológicos pioraram em oito estados. Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Ceará, Pernambuco, Rio Grando do Norte e Rio Grande do Sul registraram alta de mortes por covid-19. Os dados são do boletim epidemiológico mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde.

Na análise nacional, a média móvel de casos registrados por dia na primeira semana de outubro foi de 26.977, uma redução de 0,5 % em relação à média da semana anterior (27.107). Em relação aos óbitos, a média móvel diária foi de 654, uma queda de 6,0% na comparação com a semana encerrada em 26 de setembro, quando foram registrados 696 óbitos por dia. 

O País apresenta, no momento, o terceiro maior número de casos novos (188.842), mantendo sua tendência à redução e estabilização em seus registros desde a semana encerrada em 5 de setembro, diz o boletim. A taxa de incidência até o dia 3 de outubro de 2020 foi de 2.335 casos por 100 mil habitantes, enquanto a taxa de mortalidade foi de 69,5 óbitos por 100 mil habitantes.

Ao analisar os quadros regionais, a situação muda. Na comparação entre as duas semanas, os casos caíram em 12 estados, aumentaram em 5 e no Distrito Federal, e ficaram estáveis em 9. Quanto aos óbitos, reduziram em 10 estados e no DF, subiram em 8 e registraram estabilização em outros 8.

De uma semana para a outra, o documento aponta a redução de 6% ou 293 registros de novos óbitos. “Os dados têm demonstrado tendência de redução apresentada, como nesta semana com uma média de 654 óbitos por dia”, destaca texto do boletim epidemiológico.

No Amazonas houve um aumento de 123% nas novas mortes por covid-19. Este número foi de 38% no Acre, 25% no Rio Grande do Norte, 22% no Ceará, 18% no Amapá, 16% no Rio Grande do Sul, 6% em Rondônia e 7% em Pernambuco.

Ao longo do tempo, observa-se uma transição dos casos das cidades que fazem parte das regiões metropolitanas para o interior. Ao final da última semana analisada, 59% dos casos novos foram em municípios do interior e 50% dos óbitos nas regiões metropolitanas.

Em relação aos índices de Síndrome Respiratórias Agudas Graves (SRAG), os maiores números de internação foram registrados em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

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