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26/02/2020 10:18 -03 | Atualizado 26/02/2020 10:26 -03

Coronavírus: Ministério da Saúde vai monitorar por 14 dias quem teve contato com paciente

Ministério afirma que situações de isolamento e quarentena só são necessárias em pessoas que apresentam sintomas.

NurPhoto via Getty Images
Brasil tem primeiro caso confirmado de coronavírus.

O Brasil registrou o seu primeiro caso confirmado do coronavírus (Covid-19) na última terça-feira (25). Agora, de acordo com o Ministério da Saúde, além do paciente, todos que tiveram contato com o homem de 61 anos serão monitorados na busca por sintomas por pelo menos 14 dias.

Além do monitoramento, o ministério afirma que situações de isolamento e quarentena só são necessárias em pessoas que apresentam os sintomas de febre e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar.

O paciente com a doença esteve na região da Lombardia, no Norte da Itália, a trabalho, no período de 9 a 21 de fevereiro.

Ele desembarcou na última sexta-feira (21), em São Paulo, com sinais e sintomas (febre, tosse seca, dor de garganta e coriza) compatíveis com a suspeita de doença Covid-19.

“O paciente está bem, com sinais brandos e recebeu as orientações de precaução padrão”, diz a nota divulgada pelo ministério. 

Nesta quarta-feira (26), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que solicitou à companhia aérea responsável pelo vôo a lista de todos os passageiros e tripulantes. 

Segundo o comunicado da Anvisa, os nomes serão repassados para Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) “para investigação de outros passageiros do voo que tiveram contato com o caso suspeito”.

A Agência também afirmou que vai reforçar o alerta dos sintomas para os passageiros vindos do exterior, principalmente dos países que já registraram casos confirmados.

Ao todo, pelo menos 16 países estão sendo monitorados pelo ministério da Saúde: Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã e Camboja, além da China. 

Próximos passos

Segundo o ministério, restringir os voos que desembarcam no Brasil não é uma medida eficiente, pois “a restrição de trânsito de pessoas e mercadores não impede a entrada do vírus”, informou o diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis, Júlio Croda, em entrevista ao HuffPost Brasil.

O mais importante, de acordo com Croda, é preparar os serviços de saúde para a circulação do vírus em casos mais graves.

″É preciso compreender o medo da população, mas a meningite, por exemplo, é uma doença bem mais letal. Nós já vivemos algo similar ao coronavírus no Brasil em 2009, com os casos de H1N1″, completa.