ENTRETENIMENTO
04/10/2019 14:23 -03 | Atualizado 31/10/2019 17:36 -03

Estes 6 filmes serviram de inspiração para o novo 'Coringa'

De "Taxi Driver" a "Tempos Modernos", conheça as influências do filme que está dando o que falar.

Desde que teve seu primeiro trailer lançado em abril passado, Coringa é tema de inúmeras discussões, que, aliás, ainda vão durar por um bom tempo, já que o filme estreou nos cinemas do mundo todo nesta semana.

Independente dos desdobramentos desses debates, é sempre importante conhecer a fundo algo que você queira discutir.

Por isso, selecionamos seis longas-metragens que serviram de inspiração para Coringa e que funcionam como uma ótima base para compreensão mais aprofundada da obra do diretor Todd Phillips (Se Beber, Não Case!).

Taxi Driver (1976)

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A Inspiração mais óbvia de Coringa é, sem dúvida, Taxi Driver. O filme de Todd Phillips chega até a exagera na “homenagem” ao clássico cult de Martin Scorsese. Além da incrível semelhança na jornada de Arthur Fleck (Joaquin Phoneix) e Travis Bickle (Robert De Niro), há várias referências a Taxi Driver, como a famosa cena em que Bickle, já completamente tomado pela loucura e exaustão, simula dar um tiro em sua cabeça com seus dedos.   

O Rei da Comédia (1982)

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Bem menos conhecido que Taxi Driver, outro filme de Martin Scorsese serve de grande referência para Coringa: O Rei da Comédia. Tanto que o próprio Robert De Niro foi escalado por Phillips para viver o apresentador de TV Murray Franklin, uma clara homenagem aos delírios de Rupert Pupkin, um aspirante a stand up comedian que perde a sanidade interpretado por De Niro. Lembrou alguma coisa? Pois é, o Rei da Comédia é tão importante no desenvolvimento de Coringa quanto Taxi Driver.

Veja só o trailer:  

O Homem que ri

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Gwynplaine, personagem vivido por Conrad Veidt, serviu de inspiração ao Coringa desde que o vilão dos quadrinhos foi criado, em 1943, por Bill Finger e Bob Kane. É só ver a foto acima para constatar isso. Adaptação da obra homônima do escritor francês Victor Hugo (Os Miseráveis), O Homem Que Ri foi o penúltimo filme do diretor alemão Paul Leni, já em sua fase americana. Ele conta a história de Gwynplaine, filho de um nobre que se recusou a beijar a mão do Rei James II. Por essa atitude, ele é executado e seu filho, ainda uma criança, é entregue a um grupo de ciganos que cortam seu rosto para que ele aparente estar sorrindo o tempo todo, transformando-o em uma atração de circo. O filme ganhou um remake francês em 2012.

Veja a cena em que Gwynplaine encontra pela primeira vez o seu amor, Dea (Mary Philbin), uma moça cega que, claro, não se incomoda com a aparência bizarra de Gwynplaine:

Um Tiro na Noite (1981)

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A única cena que dá uma ideia do ano exato em que se passa a trama de Coringa é quando é mostrado um cinema que exibe dois filmes: As Duas Faces de Zorro e Um Tiro na Noite. Ou seja, a história acontece em 1981. Mesmo que não tenho uma relação muito estreita com elementos narrativos de Coringa, a essência do cinema de Brian De Palma, seu apuro visual cheio de reverência a mestres como Hitchcock e Michelangelo Antonioni, está mais do que presente na obra de Phillips. Um Tiro na Noite é um filme que todo cinéfilo deveria ver pelo menos umas 10 vezes.

Veja aqui o trailer desse incrível thriller de Brian De Palma:

Um dia de Cão (1975)

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O cinema americano dos anos 1970 foi a grande fonte de inspiração de Phillips na concepção de Coringa. E um dos grandes clássicos desse período não poderia ficar de fora: Um Dia de Cão, de Sidney Lumet, um dos maiores cronistas de Nova York no cinema. É verdade que a persona de Arthur Fleck tem muito do instável Travis Bickle (de Taxi Driver), mas também do desesperado Sonny (Al Pacino), que ao roubar um banco para ajudar seu namorado, acaba se transformando em uma figura de resistência e um símbolo da luta de classes involuntário. Assim como Fleck.

Em uma cena em particular, Sonny enfrenta os policiais que cercam o banco que está assaltando e os coloca em uma posição delicada ao citar o massacre policial na penitenciária de Attica, fazendo o grupo de curiosos que acompanha os acontecimentos da rua torcer por ele, o “bandido”.

Tempos Modernos (1936)

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Um dos maiores clássicos da filmografia de Charles Chaplin (e da história do cinema), Tempos Modernos tem uma ligação tão forte com o filme de Phillips que é literalmente exibido dentro de Coringa. A figura tragicômica de Fleck nãoo deixa de ser um pária como o famoso vagabundo eternizado por Chaplin e que por aqui ficou conhecido como Carlitos. Ainda mais quando se trata de Tempos Modernos, em que esse personagem luta para se encaixar em um mundo caótico em que não consegue se adaptar. 

Algo parecido com o citado em Dia de Cão acontece em uma cena específica de Tempos Modernos, quando Carlitos se transforma, sem perceber, no líder de uma passeata de trabalhadores descontentes. Muito do que acontece com Fleck em Coringa: