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18/05/2020 17:15 -03

Depois de 30 anos, Collor pede perdão pelo confisco da poupança

"Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos."

EVARISTO SA via Getty Images
Por causa do confisco da poupança, muitos brasileiros tiveram que desistir de seus sonhos e houve quem cometesse suicídio.

O ex-presidente Fernando Collor, hoje senador pelo Pros de Alagoas, pediu perdão pelo confisco das poupanças no início de seu governo, em 1990. Personalidade em ascensão no Twitter, ele é constantemente questionado pela medida e, na manhã desta segunda-feira (18), afirmou que “infelizmente” errou.

“Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos”, disse.

Collor foi o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de quase 30 anos. Na época, o Brasil enfrentava uma inflação de 84% ao mês. No governo anterior, de José Sarney, nenhum dos três planos econômicos anunciados conseguiram estabilizar a economia.

O Plano Collor trouxe consigo o bloqueio das cadernetas de poupança. O dinheiro que os brasileiros pouparam ficou bloqueado por 18 meses. Muitos brasileiros tiveram que desistir de seus sonhos e houve quem cometesse suicídio por causa da medida.

Em 1992, Collor sofreu processo de impeachment e perdeu o mandato.

Logo nos primeiros 100 dias de governo, ele foi acusado de envolvimento em um esquema de corrupção, montado pelo ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias. Foi, então, instalada uma CPI, que julgou as denúncias procedentes. O pouco apoio parlamentar foi deteriorado devido ao resultado da CPI aliado ao desgaste popular agravado principalmente por causa das medidas econômicas impopulares. O impedimento foi aprovado por 441 parlamentares

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