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10/02/2020 12:37 -03 | Atualizado 10/02/2020 13:34 -03

São Paulo vive dia de caos após temporal causar alagamentos e desabamentos

Chuvas afetaram sistema de transporte e interditaram importantes avenidas; escolas estaduais suspenderam as aulas e prefeitura liberou paulistanos do rodízio.

Rahel Patrasso / Reuters
No bairro do Butantã, o temporal deixou importantes avenidas alagadas.

A Grande São Paulo vive nesta segunda-feira (10) um dia de caos. Uma forte chuva que caiu na madrugada e se estendeu pela manhã causou alagamentos, desmoronamentos e parou a cidade.

Até as 11h30, o Corpo de Bombeiros de São Paulo havia registrado 546 ocorrências de enchentes, 88 registros de desabamentos ou desmoronamento e 97 pedidos referentes a quedas de árvores.

As marginais Pinheiros e Tietê ficaram intransitáveis em diversos pontos depois que os rios transbordaram.

Os serviços de trem e de ônibus foram fortemente afetados. Pelo menos 3 linhas da CPTM, a Rubi, a Diamante e a Esmeralda, enfrentavam lentidão pela manhã e muitas estações foram fechadas. Em pelo menos 13 importantes avenidas da capital, incluindo a das Nações Unidas e a Santa Amaro, os ônibus não circularam.

As aulas foram suspensas em 37 escolas estaduais e a prefeitura liberou os paulistanos do rodízio de carros.

Em Osasco, uma criança foi socorrida após ser soterrada. De acordo com a GloboNews, a menina foi resgatada com vida após o deslizamento de um morro, que destruiu várias casas. O estado de saúde dela não foi divulgado.

A orientação do Corpo de Bombeiros foi para que quem pudesse trabalhar de casa na manhã desta segunda evitasse sair. 

“Pedimos para as pessoas fiquem em casa, não é o momento para deslocamentos”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, ao Bom Dia São Paulo, da TV Globo.  

De Dubai, onde foi para o lançamento para um escritório do estado de São Paulo nos Emirados Árabes Unidos, o governador João Doria (PSDB) também orientou a população a “se proteger” e “evitar áreas de risco”.

Ainda no Bom Dia São Paulo, o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente culpou o excesso de chuva pelos alagamentos.

“Efetivamente são dois fatos: uma chuva excessiva em um período muito curto, em 3 horas choveu o equivalente a 50% do mês. Tudo que se espera no mês de fevereiro, que é um mês de grande afluxo de chuva, choveu nesta madrugada”, disse Penido. ”É uma cidade extremamente impermeabilizada, não há absorção. Os sistemas de piscinão funcionaram até o limite, os sistemas de bombeamento funcionaram até o limite, mas o que ocorreu foi: excesso de chuva em um período pequeno.”

Rahel Patrasso / Reuters
A Marginal Tietê foi fechada após o rio transbordar.

 

A Prefeitura de São Paulo disse, por sua vez, em seu perfil no Twitter, que “os sistemas que provocaram o temporal em são Paulo foram a passagem de uma frente fria pela costa paulista, associada a uma áreas de baixa pressão atmosférica, que produzem fortes temporais”.

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), São Paulo registrou, nas últimas 24 horas,114 mm de chuva, o segundo maior volume no mês de fevereiro dos últimos 77 anos.  

Segundo reportagem publicada pela Folha de S. Paulo no último dia 6, no entanto, a maioria de grandes obras municipais contra enchente em São Paulo está atrasada. “A cidade tem ao menos 17 grandes obras de drenagem, de acordo com dados da Siurb (Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras). Se dependesse de previsões da atual gestão, do PSDB, ou da anterior, do PT, ao menos 14 delas já estariam prontas”, diz a reportagem.

 Orientações da Prefeitura de São Paulo em alagamentos:

- Evite transitar em ruas alagadas

- Se a chuva causou inundações, não se aventure a enfrentar correntezas.

- Fique em lugar seguro. Se precisar, peça ajuda;

- Mantenha-se longe da rede elétrica e não pare debaixo de árvores. Abrigue-se em casas e prédios;

- Planeje suas viagens, para que haja menor possibilidade de enfrentar engarrafamentos causados por ruas bloqueadas;

- Em caso de dúvida sobre vias bloqueadas, ligue para a central de atendimento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) através do número 156 ou entre no site da CET para saber como está o trânsito nas principais vias. 

Espaços de coworking liberados

Diante do caos para se deslocar na cidade, a empresa Regus liberou suas 34 unidades de coworking na cidade para a população trabalhar. 

“Devido a falta de mobilidade em São Paulo, causada pela forte chuva que acomete a cidade, hoje todos os lounges e coworkings das unidades REGUS e SPACES, em São Paulo, estão liberados ao público em geral, sem custo (em horário comercial, mediante cadastro na hora com CPF e RG e sujeito a disponibilidade)”, anunciou a empresa em suas redes sociais.