ENTRETENIMENTO
22/08/2019 13:23 -03

'Brinquedo Assassino': 7 fatos curiosos (e assustadores) sobre Chucky

Oitavo filme da franquia do boneco que assusta gerações desde os anos 1980 estreia nos cinemas brasileiros.

Após sete filmes, o boneco Chucky volta a aterrorizar os cinemas brasileiros. Nesta quinta (22) estreia o oitavo filme da franquia: Boneco Assassino. dirigido pelo norueguês Lars Klevberg, o filme é um reboot da série, ou seja, reconta a origem do personagem, que ganha ares mais tecnológicos no filme de 2019.

Pensando na figura icônica (e assustadora) de Chucky, reunimos fatos curiosos e sombrios relacionados ao brinquedo assassino que povo nosso inconsciente, espalhando o medo por gerações desde 1988, ano de lançamento do primeiro filme da franquia.

De Fofão a Charles Manson, conheça 7 fatos sobre Chucky, o brinquedo assassino: 

Robert, a inspiração

Reprodução/Facebook

Inspiração “real” para Chucky, Robert é um marco do folclore paranormal americano. O boneco - fabricado pela alemã Steiff Company no início do século 20 - pertencia ao excêntrico pintor Robert Eugene Otto (1900 - 1974), que o ganhou de presente de seu avô quando era criança. Além do mesmo nome de seu dono, o boneco foi vestido como um marinheiro para imitar a roupa preferida de Eugene na época. A família Otto era muito rica, e vivia em uma mansão em Key West, na Flórida. A lenda conta que uma empregada de origem haitiana descontente jogou uma maldição vodu no boneco, que passou a perseguir a família, especialmente Eugene. Alega-se que Robert, o boneco, teria habilidades sobrenaturais que o permitiam se mover, mudar suas expressões faciais e dar risadinhas macabras. Desde 1994 ele reside em um museu em Key West, onde continua a exercer sua influência maligna.

Fofão satânico?

Reprodução/Facebook

Seria o bonzinho Fofão o nosso Chucky? Criação do comediante Orival Pessini (1944 - 2016), Fofão foi um dos personagens infantis mais populares da década de 1980 no Brasil. Alienígena vindo de um planeta chamado Fofolândia, ele fez sua primeira aparição na TV em 1983, no programa infantil Balão Mágico. Fofão fez tanto sucesso que Pessini licenciou milhares de produtos inspirados no personagem. Entre eles, o famoso boneco do Fofão, que acabou sendo alvo de uma popular lenda urbana, a de que havia um punhal dentro dele, que era, na verdade, um instrumento para disseminar o satanismo pelo País. 

Herança maldita

AP Photo/Montagem

A alma maligna dentro de Chucky pertence a Charles Lee Ray, também conhecido como O Estrangulador de Lakeshore. Seu nome vem da junção dos nomes de três notórios assassinos da história americana: Charles Manson, o líder da Família Manson, autor intelectual de dois crimes brutais na cidade de Los Angeles, em 1969; Lee Harvey Oswald, o atirador que assassinou o então presidente americano John F. Kennedy em 1963; e James Earl Ray, que matou, em 1968, o líder do movimento pelos direitos civis dos negros nos EUA, o pastor Martin Luther King, Jr..

O lado sombrio da força

Divulgação/Montagem

A franquia Brinquedo Assassino sofreu muito depois que o ator Brad Dourif parou de dublar Chucky. Isso até o filme de 2019. Agora, quem faz a voz do boneco maligno é ninguém menos que Mark Hamill. Ele pode ser mais conhecido no papel de um dos heróis mais populares da história do cinema, o jedi Luke Skywalker, da saga Star Wars, mas entre os muitos personagens que interpretou desde 1977, um dos mais marcantes é o Coringa. Sim, Mark Hamill já foi o Coringa! Ele fez uma das melhores versões do arqui-inimigo do Batman na incrível série de animação Batman Animated Series (1992 - 1995). Sua voz ficou tão ligada ao vilão que ele também dublou o Coringa em diversos jogos de videogame. 

Cutucando os brinquedos com vara curta

Há um novo xerife na cidade. Conheça seu novo melhor amigo em 21 de junho. 

Nos estados unidos, Brinquedo Assassino estreou nos cinema em 21 de junho, mesmo dia de Toy Story 4. A Warner, produtora do filme, fez uma divertida (e provocativa) campanha de marketing brincando com a concorrência pesada com o blockbuster da Pixar, mostrando o que Chucky faria com a turma de Woody, Buzz e companhia. Mas quem riu por último foi a Disney (dona da Pixar). Toy Story 4, por enquanto, tem a 6ª maior bilheteria de 2019, enquanto Brinquedo Assassino está no 76º lugar.

A Infância de Chucky

Reprodução/Amazon

Os filmes até mostram algumas coisas sobre o passado de Chucky, mas para conhecer mais detalhes da vida de Charles Lee Ray você terá de ler Child’s Play 2, de Matthew J. Costello. O livro surgiu como um complemento para o filme de 1990, mas foi tão bem em vendas que rendeu uma sequência com o título nada criativo de Child’s Play 3. No livro, conhecemos a história do pai ausente e a mãe abusiva de Charles Lee Ray. Ainda criança, Ray estrangulou a própria mãe.

A vida real é sempre mais assustadora

Até hoje, já houve dois assassinatos reais com alguma referência à franquia Brinquedo Assassino. Um deles foi o assassinato da inglesa Suzanne Capper, que foi torturada e morta aos 16 anos na cidade de Manchester, no norte da Inglaterra, em 1992.

Antes de morrer, Suzanne afirmou que foi sequestrada e mantida em cativeiro em uma casa nos arredores de Manchester. Lá, a polícia encontrou fitas gravadas das sessões de tortura física e psicológica que ela foi vítima. Nelas, um de seus agressores falava constantemente a frase que ficou famosa na boca do personagem Chucky: “Eu sou o Chucky. Quer brincar comigo?”. 

Em 1993, Jean Powell (26 anos), seu ex-marido Glyn Powell (29) e Bernadette McNeilly (24) foram condenados a prisão perpétua. Jeffrey Leigh (27) pegou 12 anos de cadeia por cárcere privado, e o irmão mais novo de Jean, Clifford Pook (18), recebeu uma sentença de 15 anos em uma instituição para menores infratores por cárcere privado, formação de quadrilha e agressão grave.