MULHERES
03/03/2019 17:41 -03 | Atualizado 03/03/2019 18:10 -03

O chá revelação de Joanna Maranhão foi muito além do 'rosa e azul'

Ex-nadadora que sofreu um aborto espontâneo no ano passado, anunciou o sexo de seu 'bebê arco-íris'.

Reprodução/Instagram
A ex-nadadora Joanna Maranhão, ao lado de seu marido, o judoca Luciano Correa.

A ex-nadadora Joanna Maranhão está grávida e, neste domingo (3), realizou o tradicional “chá revelação”, que é um evento em que o o sexo do bebê é revelado aos pais e familiares. Mas ela não se contentou com os chás que usam cores como “azul” e “rosa” no resultado e inovou na abordagem.

Em um vídeo publicado no Twitter, ela aparece ao lado do marido, o judoca Luciano Correa, e avisa que quis criar algo que “não fosse esse negócio de rosa e azul” e que teve a ideia de usar a profissão dos pais do bebê. Caso for do sexo feminino, terá referência às piscinas e, do masculino, ao tatame.

No mesmo vídeo, a ex-nadadora relembrou, emocionada, que teve um aborto espontâneo em junho de 2018. “Eu vou ao banheiro e fico olhando toda hora o meu xixi, fico esperando ver sangue. Como nada nunca foi fácil na minha vida, a maternidade já não é também não será para mim”, disse.

Em seguida, o casal abre a caixa “surpresa”. Dela, saem bexigas com desenhos de arco íris e, em seguida, um mini-kimono que revela o sexo do bebê: masculino. “E Caetano vem aí, vem filho!”, escreveu Maranhão no Twitter.

 

O arco-íris foi o tema da festa da ex-nadadora. Mas não apenas por não querer se ater às cores tradicionalmente usadas para designar sexo ou gênero. O termo “arco-íris” é usado para designar a gravidez que vem após um aborto espontâneo e faz alusão à aparição do fenômeno depois de uma tempestade.

Maranhão precisou explicar isso a alguns seguidores que acusaram a nadadora de estar “estimulando o moleque a ser veado antes de nascer”. Ela respondeu explicando o conceito e disse que “seu filho pode amar quem quiser”.

Os “chás revelações” se tornaram uma febre não só no Brasil, mas em todo o mundo. Ele consiste em reunir amigos e familiares, para revelar de maneira incomum qual será o sexo e gênero do bebê. Ao mesmo tempo que foi popularizada, a prática também é criticada por reforçar estereótipos de gênero. 

No caso de Joanna Maranhão, as cores que comumente são usadas para designar sexo e gênero dos bebês foi substituída por um “mini-kimino”, fazendo referência à profissão do pai, que é judoca. E uma “touquinha” de natação, fazendo referência à profissão da mãe, que é nadadora. 

Seu nome já virou Lei

Joanna Maranhão se define como “desconstrução ambulante” em seu perfil do Twitter, onde também se posiciona a favor dos direitos humanos, das causas feministas e LGBT. 

Em fevereiro de 2008, ela revelou que havia sido molestada sexualmente aos nove anos de idade pelo seu então treinador e, no ano seguinte o Senado aprovou uma lei com seu nome, que altera o Código Penal.

A lei estabelece que a prescrição de abusos sexuais cometidos contra crianças e adolescentes deve ser contada a partir da data em que a vítima completar dezoito anos.

TAMBÉM NO HUFFPOST BRASIL:
Galeria de Fotos 25 selfies que mandam a real sobre a maternidade Veja Fotos