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22/02/2020 16:08 -03 | Atualizado 22/02/2020 16:13 -03

Governo do Ceará afasta 167 policiais militares por participação em motim

Em meio a motim da polícia militar, estado já registrou 88 assassinatos.

O governo do estado do Ceará afastou 167 policiais militares por participação no motim, que teve início na semana passada. O afastamento, publicado no Diário Oficial do estado na última sexta-feira, durará 120 dias. 

Os policiais são investigados por atos praticados durante a paralisação de parte da categoria. Os agentes sairão da folha de pagamento a partir deste mês de fevereiro. 

Até este sábado (22), o motim dos PMs já fechou ao menos sete batalhões. Desde a última terça, agentes pararam as atividades no Ceará e homens encapuzados invadiram e depredaram quartéis e esvaziaram pneus de veículos da PM em protesto contra a proposta de reajuste da categoria apresentada pelo governo. 

Inicialmente, o governo havia anunciado 168 afastamentos, mas retirou o nome de um agente que não teria participado da paralisação.

Os 167 investigados deverão entregar identificações funcionais, distintivos, algemas, armas e outros instrumentos que caracterizem suas funções. Os processos disciplinares contra os agentes consistem em inquéritos, com julgamento na Justiça Militar ou na abertura do procedimento administrativo disciplinar realizado pela Controladoria Geral de Disciplina. 

Em meio a motim da PM, o estado já registrou 88 assassinatos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Ceará, 37 homicídios foram registrados na última sexta-feira; 22 casos na última quinta; 29 casos na quarta; cinco na terça e mais três na segunda-feira. 

Na última quarta-feira, o senador Cid Gomes (PDT-CE) foi baleado enquanto participava de um protesto para impedir a greve de policiais no centro de Sobral (CE).

Gomes, que está licenciado do mandato, pilotava uma retroescavadeira e tentava furar um bloqueio em um quartel quando foi atingido por dois tiros. O quadro dele é estável.