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21/03/2020 19:50 -03 | Atualizado 21/03/2020 22:57 -03

Brasil tem 1.128 casos de coronavírus e 18 mortes

Apesar do aumento de casos, ritmo de crescimento do contágio de sexta para sábado foi menor que o registrado nos dias anteriores.

O Brasil tem 1.128 casos confirmados de novo coronavírus, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde na tarde deste sábado (21). Quando a divulgação ocorreu, apenas o estado de Roraima não apresentava registro de infectados. Mais tarde, autoridades locais confirmaram os 2 primeiros casos no estado. Portanto, há infectados em todo o País.

O número de mortes subiu de 11 para 18. A pasta anunciou que não divulgará mais a soma de casos suspeitos, como vinha fazendo, porque que a covid-19 entrou em estado de transmissão comunitária em todo o País.

A região Sudeste contabiliza o maior número de casos: 642 (56,9%); seguida do Nordeste, que tem 168 (14,9). O Sul apresenta 154 casos (13,7%); já o Centro-Oeste tem 138 (12,2%); e a região Norte soma 26 casos (2,3%).

São Paulo é o estado mais afetado, com 459 casos e 15 óbitos. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 119 casos e três mortes. Apesar do aumento do número de casos chegar a 24,7%, o ritmo de crescimento do contágio foi menor de sexta para sábado em relação ao dos dias anteriores — 45%.

Também neste sábado, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, anunciou que até a próxima semana, o governo deve adquirir e distribuir em todo o Brasil cerca de 5 milhões de novos testes para o diagnóstico da covid-19. 

Esses testes são mais fáceis de aplicar do que os 27 mil kits que foram distribuídos para laboratórios em todo o País nos últimos dias - 10 mil deles foram neste fim de semana. Cada kit desse pode ser usado para fazer o teste de até 23 amostras. 

De acordo com o secretário, por não dispor de kits suficientes, o governo até agora limitava os testes aos pacientes com sintomas graves. Os 1.128 casos diagnosticados até agora foram confirmados com testes laboratoriais. 

Miguel Schincariol via Getty Images
São Paulo é o Estado mais afetado pela covid-19, com 459 casos e 15 óbitos.

A previsão do ministério é de um aumento rápido de casos em abril, maio e junho e uma queda da curva de infecção só em setembro, “desde que a gente construa a chamada imunidade em mais de 50% das pessoas”, segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Nesta sexta, ele também alertou que, até o final de abril, o sistema de saúde brasileiro pode entrar em colapso. “Claramente, no final de abril nosso sistema de saúde entra em colapso. Colapso é quando você tem dinheiro, mas não tem onde entrar [nos hospitais]”, afirmou em uma videoconferência ao lado do presidente Jair Bolsonaro, com empresários.

Em coletiva à imprensa um pouco mais tarde, porém, ele modulou o tom. “Eu estava explicando para eles [empresários] o que é colapso no sistema. Tumulto, emergências superlotadas, isso existe em todo o mundo. Temos um sistema forte, com capilaridade nacional. Se não fizéssemos nada, não aumentássemos a nossa capacidade, esse sistema do jeito que está, ainda aguardaria 30 dias”.

Entre as medidas já adotadas pelo governo federal estão a ampliação do horário de funcionamento dos postos do programa Saúde na Hora, que ficam abertos até 22h; contratação de mais 5.811 médicos e distribuição de kits de testes nos estados.

Mesmo com a alta capacidade de disseminação do novo coronavírus, em cerca de 80% dos casos de contaminação, os sintomas aparecem de forma leve. Menos de 5% dos casos evoluem para um quadro grave. A principal preocupação é com idosos e pessoas com doenças crônicas. Em infectados com menos de 50 anos, a taxa de mortalidade é de menos de 1%. 

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