ENTRETENIMENTO
04/03/2019 11:34 -03 | Atualizado 04/03/2019 11:36 -03

Carnaval do Rio traz diversas referências à cultura negra na Sapucaí

Desfilaram as escolas Salgueiro, Unidos da Tijuca, Unidos do Viradouro, Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor, Acadêmicos do Grande Rio e Império Serrano.

A primeira noite do Carnaval no Rio de Janeiro foi marcada pelas referências às tradições da cultura negra.

Orixás, panteras negras e navios negreiros ganharam espaço nos desfiles das escolas de samba que passaram pelo sambódromo da Marquês de Sapucaí na noite do último domingo (3).

Desfilaram as escolas Salgueiro, Unidos da Tijuca, Unidos do Viradouro, Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor, Acadêmicos do Grande Rio e Império Serrano.

Veja alguns destaques da noite:

Império Serrano

A escola abriu o primeiro dia de desfiles na Sapucaí com enredo inspirado na música O que é? O que é?, de Gonzaguinha.

Na avenida, o desfile deu lugar a temática de questionamento da complexidade da vida e das diversas formas de vivê-la.

No último carro, a escola prestou uma homenagem a Dona Ivone Lara, uma das mais importantes sambistas brasileiras. 

MAURO PIMENTEL via Getty Images
A escola Império Serrano homenageou Dona Ivone Lara em seu último carro alegórico.

Acadêmicos do Salgueiro

Sempre apontada como uma das favoritas no Carnaval do Rio, esse ano a escola levantou a Sapucaí com uma homenagem à força de Xangô, o orixá que simboliza a justiça e proteção.

Ganhou destaque a última ala do desfile. Batizada de “Justiça seja feita”, símbolos de causas de minorias, como a população negra e LGBT, representavam as injustiças sociais do País.

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Sergio Moraes / Reuters

Beija-Flor de Nilópolis

A Beija-Flor fez uma homenagem a própria escola com o enredo “Quem não Viu, Vai Ver as Fábulas do Beija-Flor”.

Para isso, vestiu a sua bateria inteira de panteras negras e colocou a sua rainha de bateria, Raíssa Oliveira, representando a rainha Agotimé, escrava africana que fugiu e fundou um dos mais antigos terreiros do País, localizado no Maranhão.

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Pilar Olivares / Reuters
Raissa 

Imperatriz Leopoldinense

A Imperatriz foi a penúltima escola a desfilar na Sapucaí. O samba enredo foi inspirado na marchinha “Me dá um dinheiro aí”. 

Entre as críticas a crise financeira, o grande destaque da escola foi o carro alegórico que colocou um navio negreiro no meio da avenida. 

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Unidos da Tijuca

A escravidão também foi abordada pela escola Unidos da Tijuca. Com o enredo “Cada macaco no seu galho. Ó, meu Pai, me dê o pão que eu não morro de fome”, a escola usou o alimento mais popular do planeta como fio condutor para contra a história da humanidade. 

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