COMPORTAMENTO
05/03/2019 13:01 -03

Apaixonadas pelo Carnaval aproveitam folia para garantir renda extra

Microempreendedoras trabalham com tendências do momento para lucrar com a folia.

Reprodução/Instagram

Carnaval de rua é um bom negócio? Com certeza sim, e não é só pelas festas. Há quem aproveite o clima de folia para faturar uma renda extra produzindo as tendências do momento.

Glitter biodegradável, fantasias customizadas, tiaras para enfeitar o look ou até mesmo as pochetes mais estilosas, enfim, a diversidade de produtos para atender os clientes-foliões é enorme.

Para Paloma Saavedra, estudante e sócia da marca Konta, que vende pochetes e bolsas em Salvador, o Carnaval se tornou um ótimo período para se aventurar nas vendas.

“Estamos em uma fase em que as expressões mais criativas estão ganhando cada vez mais espaço. As pessoas querem investir nisso, querem montar a sua fantasia, querem se diferenciar e fugir da tiara de unicórnio”, explicou a foliã e empreendedora baiana.

Ela conta que a ideia do negócio não surgiu especificamente para o Carnaval. Mas foi com a chegada da festa que as encomendas começaram a crescer.

“Percebi qual estilo de acessório era uma tendência, mas que não ia chegar em Salvador e, se chegasse, seria atrasado. Eu lancei a loja antes do Carnaval, não foi uma coisa pensada especificamente para o período das festas. Mas acabamos vendo que muita gente tinha interesse pra usar no período.”

A outra sócia da marca, Samira Nader, dá um crédito extra para a criatividade do baiano na hora de se vestir.

Isso é o que permite aos empreendedores pensarem em opções mais autênticas na hora de colocar um novo produto no mercado. 

“Vimos uma oportunidade nesse nicho. O baiano é autêntico e gosta de ser estiloso, o que passa também por sua expressão na hora de se vestir. Então foi esse o nosso estalo para enxergar uma oportunidade de negócio também no Carnaval”, explica.

O Carnaval é uma boa época para ganhar uma renda extra

Por ser uma festa sazonal, os foliões costumam se programar com antecedência para estarem bem preparados nos dias de folia.

E é aproveitando essa “ansiedade” que, nos últimos 5 anos, a jornalista Maria Carolina Lopes tem visto o seu negócio crescer.

Ela é sócia da marca de fantasias Minha Colombina, de Brasília, que produz roupas feitas à mão para enfeitar o Carnaval.

“Já existe uma cultura e uma propaganda inerente à época, e isso ajuda no consumo”, defende.

A ideia das roupas customizadas para brincar nos bloquinhos surgiu em 2010, quando Lopes foi com amigas para o Rio de Janeiro e pediu ajuda da avó e da mãe nas produções. 

As peças fizeram tanto sucesso que passaram de pequenas encomendas para uma produção de mais de 900 fantasias.

“As amigas das amigas começaram a gostar, e foi espalhando. Tem crescido ano a ano a busca das pessoas por esses produtos. Em 2018 eu produzi cerca de 500 peças. Em 2019 já foram mais de 900”, conta.

Assim o período de festas se firmou como uma oportunidade para que Lopes e outras mulheres envolvidas no processo de produção da Minha Colombina ganhem uma renda extra.

“Fora do Carnaval eu não tenho produção. Eu tenho outro trabalho além da loja. As outras mulheres que estão envolvidas nesse projeto sabem que é uma venda sazonal, então o planejamento financeiro tem que estar preparado pra isso”, conclui.

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