ENTRETENIMENTO
22/02/2020 09:57 -03 | Atualizado 22/02/2020 10:26 -03

Crítica política tem destaque em desfiles de Carnaval no Rio de Janeiro e em São Paulo

De Bozo presidente a empregada na Disney, escolas de samba criticam governo de Jair Bolsonaro.

No Carnaval que promete ser o mais político de todos os tempos, as críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já começaram na noite desta sexta (21), tanto no Rio quanto em São Paulo.

A Acadêmicos de Vigário Geral abriu o desfile da Série A carioca, divisão de acesso do Carnaval do Rio, com uma alegoria que retrata o palhaço Bozo com a faixa presidencial e fazendo o gesto de “arminha” com as mãos.

Com o enredo O Conto do Vigário, dos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Salles, Marcus do Val e Rodrigo Almeida, a escola de samba da zona norte do Rio contou a história do Brasil pontuada por mentiras contadas pelos políticos.

Alexandre Schneider via Getty Images
Com o enredo o enredo "Pai! Perdoai, eles não sabem o que fazem!”, Mancha Verde misturou religião e política.

Já no Sambódromo em São Paulo, no desfile do Grupo Especial, a atual campeã, Mancha Verde, que desfilou na madrugada deste sábado (22), fez críticas diretas a Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, e Paulo Guedes, ministro da Economia.

A escola paulistana levou à avenida uma ala inteira em referência à famosa frase de Damares de que “meninos vestem azul, meninas vestem rosa”. Uma fantasia em um carro alegórico também chamou a atenção do público: uma empregada doméstica usando orelhas do Mickey com um enorme passaporte na mão, em referência à recente declaração de Guedes de que, quando o dólar estava mais baixo, “empregada doméstica estava indo pra Disney, uma festa danada”.