OPINIÃO
08/11/2019 11:41 -03 | Atualizado 08/11/2019 11:41 -03

Qual é a cara da renovação política brasileira?

A plataforma UM BRASIL reuniu pela primeira vez representantes de três iniciativas que atuam com o objetivo de capacitar lideranças para ingressar na vida política e pública.

Os últimos anos de estagnação econômica impulsionam o desejo de renovação política por parte da sociedade, mas essa mudança precisa antes de tudo passar por uma análise criteriosa sobre as políticas chamadas de “boa” e “ruim”. O assunto foi o centro do debate promovido pelo UM BRASIL – uma iniciativa da FecomercioSP –, em parceria com o CIVI-CO em São Paulo com a diretora-executiva da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps), Mônica Sodré; a diretora-executiva do CLP - Liderança Pública, Luana Tavares; e a diretora-executiva do RenovaBr, Irina Bullara.

Na conversa, elas esclarecem que o objetivo de uma renovação não é descartar totalmente a política da forma como é feita atualmente, mas conseguir engajar até mesmo os partidos, para que tenham compromisso com a adequada preparação dos que já ocupam cargos no Executivo e no Legislativo. Essas instituições de formação política têm como objetivo o desenvolvimento de pessoas para lidarem com agendas de economia e administração de recursos e de serviços públicos, além de sustentabilidade – uma pauta com tratamento urgente no cenário internacional.

“Eu costumo dizer que não existe a política nova e a política antiga, existe a política boa e a política ruim, e a gente tem de fazer essa análise de uma forma muito séria”, comenta Luana, que também enfatiza a importância de romper as barreiras de vícios e padrões que não reproduzem resultados positivos para o País.

Elas também analisam a distinção quanto ao tratamento dado a candidatos homens e candidatas mulheres dentro da atual conjuntura partidária. “A distribuição de recursos hoje está calcada nas direções partidárias. Se o dirigente entende que um candidato não é viável, haverá menos recursos financeiros disponíveis para ele. No caso de uma mulher, ainda é mais sensível: se ela não é vista como competitiva, a chance de receber recursos para sua campanha é menor”, pontua Mônica.

Outro enfoque desse debate é em relação aos rumos do País. Elas ressaltam que é fundamental que a população tenha instrução sobre os processos democrático e representativo, de modo a conseguir avaliar a qualidade das políticas públicas. “Nosso objetivo de existir é trazer gente que nunca participou da política. As palavras de comando aqui são democracia e representatividade”, ressalta Irina.

Este artigo é de autoria de articulista do HuffPost e não representa ideias ou opiniões do veículo. Assine nossa newsletter e acompanhe por e-mail os melhores conteúdos de nosso site.