COMIDA
04/05/2019 18:42 -03

Bolsonaro, censura, sanduíche e fritas: Treta envolvendo Burger King movimenta internet

Publicação da rede de fast food alfinetando governo provoca ira dos apoiadores de Bolsonaro; Do outro lado, críticos do presidente apoiam a marca.

reprodução/ Instagram

O Burger King comprou briga com os apoiadores de Jair Bolsonaro, que, neste sábado (4), conseguiram manter, durante quase todo o dia, a hashtag #BoicoteBurgerKing no primeiro lugar dos assuntos mais comentados do Twitter.

Tudo começou porque o a rede de fast food no Brasil decidiu dar uma alfinetada no governo em sua conta no Instagram.

O Burger King anunciou que estava procurando elenco para um novo comercial da marca. O requisito seria “ter participado de um comercial de banco que tenha sido vetado e censurado nas últimas semanas”. “Pode ser homem, mulher, negro, branco, gay, hétero, trans, jovem, idoso”, completa a propaganda.

Apesar de não citar nominalmente o Banco do Brasil, a mensagem faz referência ao veto, pelo governo Bolsonaro, de um comercial do banco para jovens, com atores que representam a diversidade racial e sexual do País.

Após descontentamento do presidente com o vídeo, o diretor de Comunicação e Marketing do banco, Delano Valentim, foi demitido.

A peça de 30 segundos veiculada na TV e na internet divulgava o serviço de abertura de conta corrente por aplicativo no celular. O vídeo começou a ser veiculado em 1º de abril e saiu do ar no dia 14. Produzida pela agência WMcCann, a peça custou R$ 17 milhões, segundo a assessoria do Banco do Brasil.

No comercial, há mulheres e homens negros, e uma das personagens é transexual. Muitos atores têm tatuagens e cabelos coloridos.

Logo após a divulgação pelo Burger King, começou um movimento entre apoiadores de Bolsonaro nas redes. Por consequência, muitos internautas contrários ao presidente saíram em defesa da marca e promovendo a rede de fast food.

Sem citar a marca, o perfil oficial de Bolsonaro publicou uma mensagem, na tarde de sábado, dizendo que “qualquer empresa privada tem liberdade para promover valores e ideologias que bem entendem”.

“O público decide o que faz. O que não pode ser permitido é o uso do dinheiro dos trabalhadores para isso. Não é censura, é respeito com a população brasileira”, escreveu, numa referência ao Banco do Brasil.

Até a publicação deste artigo, o Burger King não havia se manifestado sobre a polêmica.

Confira abaixo alguns tuítes da batalha envolvendo, Bolsonaro, banco, sanduíches e batatas fritas.

 

A principal crítica dos apoiadores de Bolsonaro foi à “lacrada” do Burger King.

 

 

Só que do outro lado, o apoio também seguiu forte.

 

 

Alguns comemoraram que não vão mais encontrar apoiadores de Bolsonaro nas lanchonetes da rede.

 

 

Mas teve também gente mostrando que há problemas que ultrapassam a ideologia...

 

 

E no meio disso tudo, surgiu uma pergunta pertinente:

 

 

Se você não entendeu, a gente explica: O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, comemorou o cancelamento da viagem de Bolsonaro à cidade, onde receberia um prêmio nos próximos dias.

 

Por fim, teve quem achasse tudo isso uma grande besteira.