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26/01/2019 09:07 -02 | Atualizado 26/01/2019 11:32 -02

Desastre em Brumadinho deixa ao menos 9 mortos e 300 desaparecidos

Presidente Jair Bolsonaro e governador Romeu Zema, de MG, inspecionaram local do acidente neste sábado (26).

ASSOCIATED PRESS
Barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), rompeu nesta sexta.

A barragem da mina Córrego do Feijão no município mineiro de Brumadinho rompeu nesta sexta-feira (25) e deixou ao menos 9 mortos e dezenas de feridos. Neste momento, há 300 desaparecidos, informa o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Um lamaçal formado por rejeitos de minério de ferro invadiu a Vila Ferteco, atingindo uma comunidade e a área administrativa da Vale, empresa responsável pela barragem.

A Vale divulgou nesta manhã uma lista com 413 nomes de funcionários com quem não conseguiu fazer contato após a tragédia.

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, concedeu entrevista coletiva no início da noite de sexta, dizendo que, desta vez, os danos ambientais seriam menores que os de Mariana, mas ponderou que o número de mortos seria maior.    

“Dessa vez é uma tragédia humana. Nós estamos falando de uma quantidade provável grande de vítimas — nós não sabemos quanta são, mas sabemos que será um número grande”, disse Schvartsman. 

O volume de rejeitos na barragem que estourou é de 12,7 milhões de metros cúbicos. É o correspondente à 1/4 da capacidade da barragem do Fundão, que se rompeu em Mariana em 2015.

Em novembro daquele ano, 43,7 milhões de metros cúbicos de lama vazaram, matando 19 pessoas e deixando 1.500 pessoas desabrigadas. O reservatório era operado pela Samarco, empresa controlada pela BHP e também pela Vale.

Mas especialistas alertam para o impacto ambiental do desastre em Brumadinho porque a lama atinge a fertilidade do solo, do pasto e vegetação utilizados na subsistência da comunidade local.

O abastecimento de água também fica comprometido por contaminação com os restos de minério.

 

DOUGLAS MAGNO via Getty Images
Vista aérea do lamaçal em Brumadinho.

 Gabinete de crise de Bolsonaro em Minas Gerais

O presidente Jair Bolsonaro montou um gabinete de crise e editou decreto que instituiu Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastres, que será coordenado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Bolsonaro embarcou de Brasília para Belo Horizonte, no início da manhã, ao lado do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete da Segurança Institucional, o general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo, e o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros.

O presidente e o governador de Minas, Romeu Zema, sobrevoaram a região do desastre de helicóptero.

Neste sábado, Zema decretou luto oficial de 3 dias em Minas Gerais. Ele afirmou que são “mínimas” as chances de encontrar pessoas com vida.

Equipes de resgate utilizam um campo de futebol em Brumadinho para fazer avaliação e triagem das vítimas que necessitam de atendimento médico.

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