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26/01/2019 10:14 -02

Aldeia Pataxó é evacuada após rompimento de barragem em Brumadinho

Indígenas são afetados por desastres ambientais como Brumadinho e Mariana.

ASSOCIATED PRESS
Avalanche de lama afeta comunidade local e aldeias indígenas nas proximidades.

Uma aldeia Pataxó Hã-hã-hãe precisou ser evacuada após o rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), as 25 famílias que vivem na aldeia Naô Xohã foram levadas para a parte mais alta do município de São Joaquim de Bicas, onde está localizada a comunidade.

Por meio de nota, o Cimi informou que Brumadinho, São Joaquim de Bicas e Mário Campos formam um conjunto de cidades cortadas pelo Rio Paraopeba, atingido pela lama de rejeitos da barragem por volta das 15h50 de ontem (25).

A aldeia evacuada fica na margem do rio, de onde os Pataxó Hã-hã-hãe retiram sua subsistência.

No comunicado, o Cimi lembrou que há 3 anos a barragem de Fundão, em Mariana (MG), se rompia, devastando a bacia do Vale do Rio Doce, deixando 19 mortos e centenas de desalojados. Os rejeitos chegaram até a foz do Rio Doce, no Espírito Santo. Cerca de 126 famílias do povo Krenak vivem espalhadas em 7 aldeias às margens do Rio Doce.

“Antes do desastre de Fundão, pescavam, caçavam e viviam abastecidos pela água do rio. Com a poluição gerada pela lama de rejeitos, os Krenak se veem hoje dependentes de recursos do Estado e da alimentação comprada em supermercados. Não podem plantar, os animais desapareceram da região e o rio segue inutilizável, em um processo de recuperação que pode levar mais de uma década”, diz a nota.

O rompimento da barragem de Brumadinho deixou ao menos 9 mortos e dezenas de feridos. Neste momento, há 300 desaparecidos, informa o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

O presidente Jair Bolsonaro montou gabinete de crise e deve fazer uma visita ao local da tragédia ainda neste sábado. Ele embarcou de Brasília para Belo Horizonte ao lado do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete da Segurança Institucional, o general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo, e o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros.

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