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26/01/2019 16:31 -02 | Atualizado 26/01/2019 19:20 -02

Governo de Minas decreta calamidade pública após desastre em Brumadinho

Corpo de Bombeiros confirma 34 mortes e 299 desaparecidos.

Adriano Machado / Reuters
Rompimento de barragem da mineradora Vale deixa mortos e desaparecidos.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), decretou situação de calamidade pública no estado neste sábado (26), após o rompimento de uma barragem da mineradora Vale, em Brumadinho. Até o início da noite de sábado, o Corpo de Bombeiros havia confirmado 34 mortes e 299 desaparecidos.

O texto autoriza a mobilização de todos os órgãos estaduais para atuarem sob a coordenação da Defesa Civil, bem como a convocação de voluntários.

O decreto acelera o recebimento de recursos do governo federal e permite que o estado faça compras sem licitação, por exemplo.

A situação de calamidade pública ocorre quando há desastres de grandes proporções, ou seja, quando o estado ou município não são capazes de resolver o problema por conta própria.

Além de recursos financeiros, a União pode enviar equipes da Força Nacional e solicitar a cooperação de regiões vizinhas.

Comitê de crise

O comitê de crise criado pelo governo federal para tratar da tragédia em Brumadinho se reunirá às 18h deste sábado em Brasília. O Comitê de Gestão e Avaliação dos Desastres da Ruptura da Barragem do Córrego de Feijão, em Brumadinho, assim como o Conselho Ministerial de Supervisão dos Trabalhos, que será chefiado pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foram criados por decreto do presidente Jair Bolsonaro.

A expectativa é que na reunião seja detalhada a ajuda que o governo Bolsonaro prometeu às vítimas de Brumadinho.

Entre as medidas que podem ser adotadas está a liberação de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e do Bolsa Família para as famílias atingidas pelo rompimento da barragem.

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