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07/06/2020 21:24 -03

Brasil tem mais de 685 mil casos e 37 mil mortos por coronavírus

Foram 1.382 novas mortes em 24 horas, pela 12ª vez são mais de mil óbitos em um dia. Coronavírus já atingiu 4.514 cidades.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 1.382 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. Somando os dias anteriores, agora o Brasil tem 37.312 mortes por covid-19.

O País teve 12.581 novos casos confirmados da doença em 24 horas. Somando todos os dias anteriores, agora o Brasil tem 685.427 casos de coronavírus. 4.514 cidades do País tem casos registrados da doença.


Mais de 400 mil pessoas já morreram de coronavírus no mundo

O painel da Universidade Johns Hopkins, referência mundial na apuração e divulgação de dados de casos e mortos por coronavírus no mundo todo, registrou neste domingo a marca de 400 mil mortos e 6,9 milhões de casos de covid-19. 

O Brasil está no segundo lugar no mundo no número de casos da doença e só perde para os Estados Unidos que tem 1,9 milhão de casos. O País é o terceiro do mundo em número de mortes, os Estados Unidos é o país com mais mortos, são 110.425 óbitos, o Reino Unido é o segundo com 40.625 óbitos. 

Desde o primeiro caso de coronavírus no Brasil, notificado em 26 de fevereiro, a escalada da doença mostra dados alarmantes. O Brasil chegou ao número de 10 mil mortos por covid-19 no dia 09 de maio. A marca de 20 mil mortos foi atingida no dia 21 de maio. No dia 2 de junho, na última terça-feira, o país chegou a marca de mais de 30 mil mortos.

O número de 100 mil casos foi registrado no País no dia 3 de maio. Eram 200 mil casos no dia 14 de maio, 300 mil casos no dia 21 de maio, 400 mil casos em 27 de maio, 500 mil casos no dia 31 de maio e 600 mil casos em 4 de junho - há três dias. 

MICHAEL DANTAS via Getty Images
Imagem aérea mostra o cemitério Nossa Senhora Aparecida, no bairro de Taruma, na cidade de Manaus. 

Na última semana, o governo dificultou acesso aos dados da doença

Desde quinta-feira (4) o governo mudou a divulgação dos dados da covid-19 no Brasil. Por quatro dias o governo divulgou as informações às 22h, três horas após o horário em que os boletins eram publicados anteriormente. Com a mudança, os dados mais atualizados não estão disponíveis no horário dos telejornais noturnos, período em que as televisões têm maior audiência.

Além disso, o governo passou a divulgar apenas os dados das últimas 24 horas de novos casos, óbitos e recuperados. Porém, excluiu informações de casos totais acumulados desde o início da pandemia. 

Durante a gestão de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, os dados eram liberados antes das 17h, horário da entrevista coletiva do núcleo de gestão de crise, que ocorria todos os dias. Quando o ministro era Nelson Teich, os números passaram a ser divulgados no fim do dia, por volta das 19h.

Atualmente o Ministério da Saúde está sem ministro, o general Eduardo Pazuello assumiu o cargo interinamente. 

Na noite desta sexta-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro foi questionado pela imprensa na frente do Palácio do Planalto sobre o atraso na divulgação dos dados de covid-19 no Brasil. A resposta dele foi: “acabou matéria do Jornal Nacional”.

Ele declarou que o novo horário para a divulgação dos dados seria para o ministério pegar os dados mais consolidados, mas depois voltou a mencionar a Rede Globo, dizendo: “Ninguém tem que correr para atender a Globo”.

No sábado, em seu perfil no Twitter, o presidente fez uma série de posts para justificar que o Ministério da Saúde mudou o horário de divulgação dos números para que seja feita uma “melhor extração dos dados diários, o que implica em aguardar os relatórios estaduais e checagem de dados. Para evitar subnotificação e inconsistências”. 

Neste domingo, o Ministério da Saúde enviou os dados para a imprensa mais cedo, por volta das 20h30, e informou que está a “finalizando a adequação da divulgação e ferramentas de informação sobre casos e óbitos de covid-19”. A pasta ainda informou que nos próximos dias vai disponibilizar os dados em uma nova página interativa. 

MPF notificou o governo sobre os dados da doença

O Ministério Público Federal deu 72 horas para que o Ministério da Saúde explique a exclusão de informações dos boletins diários sobre a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2). 

Segundo o despacho, a restrição nos números divulgados limita “o acesso do público a dados que são relevantes, não sigilosos, e que podem orientar” a conduta das pessoas durante o período da pandemia da Covid-19.

Subnotificação da pandemia


A expectativa é que o número atual de óbitos causados pela covid-19 no Brasil seja ainda maior do que os balanços divulgados diariamente devido à demora no resultado dos exames. Como o HuffPost vem noticiando, a lentidão no processamento de testes laboratoriais, que detectam tanto a causa da morte quanto se a pessoa foi contaminada, leva a um atraso nos dados oficiais.

Essa demora também se reflete no número de contaminações no País. Há uma subnotificação de casos confirmados ainda maior devido à limitação de testes de diagnóstico. O exame tem sido direcionado apenas aos casos graves.
Segundo balanço apresentado na última quinta-feira (4), 1.085.891 exames do tipo moleculares RT-PCR foram realizados, sendo 556.094 processados em laboratórios públicos e 529.797 na rede particular. Na rede pública, 74,1% são analisados em até 5 dias, de acordo com o ministério.