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09/04/2020 17:27 -03 | Atualizado 09/04/2020 18:03 -03

Mortes por covid-19 chegam a 941; são 17.857 casos

Brasil registra novo recorde diário de óbitos (141) e taxa de letalidade alcança a marca de 5,3%.

O número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil chegou a 17.857, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (9). O número de mortes é de 941. A taxa de letalidade é de 5,3%.
Apenas Tocantins não tem, até o momento, mortes confirmadas.

Os óbitos registrados são: Acre (2), Amazonas (40), Amapá (2), Pará (7), Rondônia (2), Roraima (1), Alagoas (3), Bahia (19), Ceará (55), Maranhão (12), Paraíba (7), Pernambuco (56), Piauí (6), Rio Grande do Norte (11), Sergipe (4), Espírito Santo (6), Minas Gerais (15), Rio de Janeiro (122), São Paulo (496), Distrito Federal (13), Goiás (7), Mato Grosso do Sul (2), Mato Grosso (1), Paraná (22), Rio Grande do Sul (12) e Santa Catarina (17).

Nesta quarta (7), eram 15.927 casos confirmados e 800 óbitos. A quantidade de diagnósticos positivos cresceu 12% de terça para quarta e a de mortes, 18%. São 1.930 novos casos de um dia para o outro e 141 mortes, no mesmo período. 

São Paulo é o estado com mais alto número de registros: conta 6.480 casos e 496 mortes. Rio de Janeiro tem 2.216 diagnósticos positivos e 122 mortes. Ceará é o terceiro estado com o maior número de registros”são 1.425 casos e 55 mortes.

O coeficiente de incidência por regiões de saúde mais alto é em Fortaleza (43,9 por 100 mil habitantes), seguido por São Paulo (40,4 por 100 mil ), Manaus, Entorno e Alto Rio Negro (28,1 por 100 mil) e Distrito Federal (16,9 por 100 mil).

Já o coeficiente de mortalidade é maior em São Paulo (2,8 por 100 mil habitantes), seguido por Fortaleza (1,5 por 100 mil).

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, disse que a previsão é de pico de casos no fim de abril e começo de maio para unidades da Federação com taxas de incidência mais elevadas, como Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Ceará e Amazonas.

O número dois da pasta é contra o relaxamento de medidas de distanciamento social nesses locais. “Quanto ao afrouxamento das quarentenas, esses locais que estão com sinal vermelho, com aumento bastante considerável do número de casos, devemos dar a máxima atenção à mobilidade”, disse Gabbardo.

Segundo informações do Ministério da Saúde, 78% das pessoas que morreram tinham mais de 60 anos e 77% apresentam pelo menos um fator de risco, como cardiopatias, diabetes ou pneumonia. 

Desde o início da pandemia, foram registradas 34.905 hospitalizações por SRAG (síndrome respiratória aguda grave) no Brasil. Do total com esse quadro sintomático, 3.871 casos (12%) foram confirmados para covid-19. O restante são infecções causadas por outros vírus, como influenza.

Subnotificação de casos de covid-19

Sobre subnotificações de casos, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, afirmou que a pasta irá publicar um portaria fixando a obrigatoriedade dos hospitais informarem os registros de internação. Apesar de reconhecer que há falhas no diagnóstico, ele afirmou que esse fator não terá grande impacto nas políticas públicas. “Não creio que a subnotificação vá influenciar muito o planejamento”, disse.

Oliveira admitiu que a maioria dos casos de infectados, cerca de 85% que são assintomáticos, não serão detectados. O ministério tem trabalhando em estabelecer parceiras com universidade para realização dos chamados inquéritos sorológicos, um tipo de testagem mais ampla da sociedade.

Testes para covid-19

Os dados de casos confirmados e mortes estão disponíveis em um painel online do Ministério da Saúde com informações dos estados e municípios. Desde que foram feitas modificações na alimentação do sistema de informações oficiais e na ampliação de testes, o governo federal espera um aumento de diagnósticos.

Segundo Oliveira, nesta semana, serão distribuídos 320 mil testes e há 127 mil testes represados nos laboratórios. “Para essa semana e para a próxima, temos uma folga importante”, disse. Ele ressaltou, contudo, que as secretarias estaduais só devem aplicar os testes em pacientes com SRAG (síndrome respiratória aguda grave) internados ou pelo sistema da vigilância sentinela.

De acordo com o secretário, até o momento, foram distribuídos 392.677 testes RT-PCR, de biologia molecular que identificam a contaminação logo no início. Desses, 153.961 foram  realizados e 62.985 foram testados para covid-19. Também foram recebidos outros 500 mil testes rápidos sorológicos, no mesmo período.

Esse tipo de teste é direcionado para profissionais de saúde, além de agentes de segurança, como policiais, bombeiros e guardas civis com sintomas de síndrome gripal. Apesar do resultado em minutos, esse tipo de teste, por meio de sorologia, só é eficaz após dias de contaminação, devido ao tempo de reação do organismo para produzir anticorpos.

Sobre essa limitação, o ministério afirma que está elaborando um protocolo com recomendações sobre o uso dessa modalidade. Os testes rápidos devem ser usados como triagem após o 7º dia do início dos sintomas respiratórios, desde que a pessoa já não apresente mais sintomas.

Entres os testes rápidos, as 500 unidades distribuídas são o primeiro lote de um total de 5 milhões de testes rápidos adquiridos pela Vale e doados ao governo federal. Os outros 4,5 milhões devem chegar ao Brasil neste mês.

Além do lote da Vale, outros 3 milhões de testes rápidos serão comprados por meio da Fiocruz, segundo o Ministério da Saúde.

Leitos e máscaras

O secretário-executivo da pasta, João Gabbardo, afirmou que 290 leitos foram distribuídos e estão instalados e funcionando. Outros 40 leitos foram entregues nos hospitais, mas não estão funcionando por falta de algum item que permita a utilização, como cilindro de oxigênio.

Ainda sobre equipamentos, o ministério aguarda a primeira remessa dos 240 milhões de máscaras previstas. A pasta irá abrir um novo edital de compras na próxima semana.