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30/06/2020 11:46 -03 | Atualizado 30/06/2020 11:48 -03

Brasil fica de fora da lista de países que terão autorização para viajar para a União Europeia

A partir desta quarta, países do bloco europeu voltarão a receber cidadãos de 15 países de fora da UE; Estados Unidos, Rússia e Turquia também seguem proibidos.

O Brasil ficou de fora da lista de 15 países que terão a entrada novamente autorizada nos 27 países-membros da União Europeia a partir desta quarta-feira (1º). 

Segundo país em número de casos confirmados e de mortes por covid-19 – e ainda com curva ascendente –, o Brasil não foi considerado um ponto de partida seguro para viagens ao continente, que passa por um processo de reabertura gradual.

O Brasil ultrapassou, no último mês, Espanha, França e Itália – os 3 países do bloco com mais mortes por covid. Hoje, está atrás apenas dos Estados Unidos – país que também ficou de fora da autorização. 

O bloco aprovou que turistas e pessoas com viagens de negócios de Argélia, Austrália, Canadá, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coréia do Sul, Tailândia, Tunísia e Uruguai entrem na UE.

A China também foi aprovada provisoriamente, mas a abertura estará condicionada à decisão de autoridades chinesas de também permitirem a entrada de visitantes da UE. Reciprocidade é uma condição para estar na lista.

Além de Brasil e EUA, Rússia e Turquia estão entre os países cuja contenção do vírus é considerada pior do que a média da UE e, portanto, terão que esperar pelo menos duas semanas. O bloco realizará revisões quinzenais.

O movimento visa apoiar a indústria de viagens e destinos turísticos da UE, particularmente os países do sul da Europa, mais atingidos pela pandemia da covid-19.

A lista precisava de uma “maioria qualificada” dos países da UE para ser aprovada, ou seja, 15 países da UE, representando 65% da população.

ASSOCIATED PRESS
Com altas taxas de contaminação e mortes por coronavírus no país, brasileiros terão que esperar um pouco mais para voltar a viajar para a Europa.

Ela funciona como uma recomendação aos membros da UE, o que significa que, individualmente, eles poderiam estabelecer restrições para as 14 nações, mas é pouco provável que permitam o acesso a viajantes de outros países.

Os esforços da UE para reabrir as fronteiras internas, particularmente no espaço Schengen das 26 nações, que normalmente não possui controle nas fronteiras, têm sido irregulares, já que vários países restringiram o acesso de certos visitantes.

A Grécia, por exemplo, está exigindo testes de covid-19 para indivíduos que chegam de vários países da UE, incluindo França, Itália, Holanda e Espanha, com autoisolamento até que os resultados sejam conhecidos.

A República Tcheca não permite a entrada de turistas de Portugal e da Suécia.

Os residentes britânicos também podem viajar para muitos países da UE, embora os viajantes não essenciais para a Grã-Bretanha sejam obrigados a se autoisolarem por 14 dias.