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30/04/2019 12:57 -03 | Atualizado 30/04/2019 14:02 -03

Bolsonaro diz apoiar 'liberdade' da Venezuela após Guaidó convocar população contra Maduro

Presidente também disse 'reafirmar seu apoio à transição democrática' e convocou reunião de emergência para discutir situação no país vizinho.

ASSOCIATED PRESS
Juan Guaidó, nas ruas de Caracas, após anunciar ter apoio de militares dissidentes e convocar população às ruas.

Logo após o autodeclarado presidente interino da Venezuela,Juan Guaidó, anunciar ter apoio de militares dissidentes e convocar a população às ruas contra Nicolás Maduro, o presidente Jair Bolsonaro disse apoiar a “liberdade” no País vizinho para que “finalmente viva uma verdadeira democracia”.

“O Brasil se solidariza com o sofrido povo venezuelano escravizado por um ditador apoiado pelo PT, PSOL e alinhados ideológicos. Apoiamos a liberdade desta nação irmã para que finalmente vivam uma verdadeira democracia”, escreveu Bolsonaro em seu perfil no Twitter, pouco antes de realizar uma reunião de emergência sobre o tema.

O presidente depois disse “reafirmar seu apoio à transição democrática que se processa no país vizinho”. 

“O Brasil está ao lado do povo da Venezuela, do presidente Juan Guaidó e da liberdade dos venezuelanos”, completou.

De acordo com o vice-presidente, Hamilton Mourão, além dele, participariam da reunião de emergência com Bolsonaro o Gabinete de Segurança Institucional, o Ministério da Defesa, o Ministério das Relações Exteriores.

Mais cedo, o chanceler Ernesto Araújo havia dito a jornalistas que o Brasil segue apoiando um processo de transição democrática na Venezuela e espera que os militares façam parte deste processo.

“Parece que é positivo que haja um movimento de militares que reconhecem a constitucionalidade do presidente Juan Guaidó, cumprem seu dever constitucional de lealdade ao presidente legítimo, precisamos ver a dimensão disso”, afirmou Araújo, ao lado do chanceler da Alemanha, Georg Witschel, com que o ministro teve uma reunião agendada anteriormente.

“O Brasil, evidentemente, apoia o processo de transição democrática e espera que os militares venezuelanos sejam parte deste processo de transição democrática”, acrescentou.

O chanceler acrescentou que novas informações sobre a situação na Venezuela têm chegado a todo minuto ao governo brasileiro e é necessário aguardar para saber a real situação do país vizinho.

“No momento em que estamos aqui reunidos, temos notícias de que as coisas estão acontecendo na Venezuela, uma movimentação evidente, mas é necessário analisar, estamos tentando reunir as informações para ter a dimensão realmente do que está ocorrendo. A cada minuto surgem elementos que precisamos avaliar”, disse.

Guaidó disse nesta segunda-feira ter obtido apoio dos militares venezuelanos para depor o presidente Nicolás Maduro. 

“Os 24 estados do país assumiram o caminho: ruas sem retorno. O futuro é nosso: povo e Força Armada unidos para que cesse a usurpação”, escreveu, em sua conta no Twitter.

Em outro tuíte, ele destacou que “as ruas da Venezuela seguem enchendo de gente e mais gente”. “Irmãos, estamos fazendo história. O fim da usurpação é irreversível”, disse.

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