ENTRETENIMENTO
06/11/2019 18:22 -03

Conheça Bong Joon-Ho, diretor de 'Parasita', candidato a melhor de 2019

Cineasta extremamente talentoso, o coreano ainda não é tão reconhecido no ocidente quanto na Ásia.

Grande vencedor da última edição do Festival de Cannes, a comédia dramática Parasita estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (7).

Apontado como o melhor filme de 2019 por diversos críticos, Parasita tem tudo para (finalmente) popularizar o trabalho de seu diretor, o sul-coreano Bong Joon-ho. O cineasta é extremamente talentoso e ainda não é tão reconhecido no ocidente quanto na Ásia.

Não conhece? Então veja aqui e se familiarize com a surpreendente filmografia de Bong Joon-Ho. Apostamos que você vai gostar.  

Cão que Ladra Não Morde (2000)

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Pouco conhecida no ocidente, a comédia satírica Cão que Ladra Não Morde é a estreia de Bong Joon-Ho. O filme sobre um professor universitário que sequestra o cachorro de um vizinho foi filmado no mesmo complexo de apartamentos em que Bong viveu depois de se casar. A produção fez parte da competição do Festival de San Sebastian, na Espanha, e conquistou prêmios em Slamdance e Hong Kong. Seu sucesso (proporcional a um filme independente) veio na base do boca a boca gerado nos festivais, algo que ajudou muito financeiramente. Tanto que a produção conseguiu se pagar dois anos depois de seu lançamento.
Sinopse: Irritado com os latidos constantes de um cão da vizinhança, o professor universitário Yun-ju (Lee Sung-Jae) decide sequestrar o bicho. Porém, vários cachorros do condomínio passam a desaparecer. Alertada pelos condôminos, a síndica Hyun-nam (Doona Bae) passa a investigar o caso. 

Memórias de Um Assassino (2003)

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Baseado na história do primeiro caso reportado de um serial killer na Coreia do Sul, o segundo longa de Bong Joon-ho marcou sua primeira parceria com Song Kang-ho. A partir daí, o ator viria a trabalhar em praticamente todos os filmes do cineasta. Memórias de Um Assassino foi muito aplaudido em sua estreia em Cannes e rendeu a Bong o prêmio de melhor diretor no Festival de San Sebastian (Espanha). Maior bilheteria da Coreia em 2003, Memórias de Um Assassino tem um fã ilustre. Quentin Tarantino o coloca (junto com O Hospedeiro, outro filme de Bong) em seu Top 20.
Sinopse: Em uma área rural da Coreia do Sul em 1986, os detetives Park Doo-Man (Kang-ho Song) e Cho Yong-koo (Roe-ha Kim) começam a investigar o assassinato de uma jovem encontrada com marcas de tortura em um descampado. Sem experiência com esse tipo de crime, eles empregam técnicas questionáveis para encontrar o assassino, como torturar suspeitos. Porém, quando uma nova vítima aparece, um detetive da capital, Seo Tae-Yoon (Sang-kyung Kim), entra no caso e chega a conclusão que eles estão diante de um serial killer.

O Hospedeiro (2006)

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Vindo na esteira do sucesso de Memórias de um Assassino, O Hospedeiro se tornou a maior bilheteria da história da Coreia do Sul até então. Como seu antecessor, também foi aclamado em sua estreia no Festival de Cannes, e a prestigiada revista francesa de cinema Cahiers du Cinéma classificou o filme em 3º na lista de melhores filmes do ano 2006 e em 4º da década (2000-2009). Mistura de filme de monstro com drama familiar, ação, thriller político e até comédia, a história de O Hospedeiro nasceu, segundo o diretor, depois que ele leu um artigo de um jornal local sobre um peixe deformado capturado no rio Han. No Brasil, o filme pode ser encontrado no catálogo da Netflix.
Sinopse: Hie-bong (Byeon Hie-bong) vive com sua família na beira do rio Han, onde tem uma barraca de comida em um parque. Seu filho mais velho, Kang-du (Song Kang-ho), tem 40 anos, mas sua idade intelectualmente é bem abaixo disso. A filha do meio é arqueira do time olímpico coreano e mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina Hyun-seo (Ko Ah-sung), filha de Kang-du, cuja mãe fugiu de casa anos atrás. Um dia, um monstro enormes surge no rio, causando terror nas margens e levando com ele Hyun-seo e desaparece no rio. As autoridades consideram a menina morta, mas sua família não desiste das buscas.

Mother - A Busca Pela Verdade (2009)

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Mesmo sendo muito bem recebido pela crítica, Mother não teve o mesmo desempenho na bilheteria que os dois filmes anteriores de Bong Joon-ho. Competiu na mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, mas perdeu para o grego Dente Canino, de Yorgos Lanthimos.
Sinopse: Viúva identificada no filme apenas como Mãe (Hye-ja Kim) cuida sozinha de seu filho único, Do-joon (Won Bin), um homem de 28 anos com deficiência intelectual. Um certo dia, ele é acusado do assassinato de uma adolescente. Ao ver que seu filho, que nem sabe direito o que está acontecendo, pode ser preso, a mãe parte em busca do verdadeiro assassino. 

Expresso do Amanhã (2013)

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expresso

Primeira produção ocidental de Bong Joon-ho, Expresso do Amanhã é uma ficção científica falada em inglês, coreano e checo baseada na graphic novel francesa Le Transperceneige, de Jacques Lob. Mesmo estrelada por Chris Evans (mais conhecido por seu papel de Capitão América), o filme foi lançado em apenas oito salas nos Estados Unidos. A culpa disso foi do hoje banido Harvey Weinstein, detentor dos direitos de distribuição de Expresso do Amanhã no território americano. Ele exigiu que Bong que fizesse mudanças no filme, cortando 20 minutos de duração e acrescentando dois monólogos, um no começo e outro no fim da trama, para explicar a história melhor para o público. O diretor coreano se recusou e o produtor americano se vingou praticamente barrando a estreia do filme e prejudicando muito sua bilheteria. No Brasil, o filme pode ser encontrado no catálogo da Amazon Prime.
Sinopse: No futuro, uma nova era do gelo tomou conta do planeta. Os únicos sobreviventes da humanidade vivem a bordo de um imenso trem chamado Snowpiercer. Lá, os mais pobres vivem em condições terríveis, enquanto a classe rica goza de todo tipo de mordomia. Até o dia em que do grupo dessas pessoas mais pobres surge um líder, Curtis (Chris Evans), que resolve desafiar o status quo e segue em busca da locomotiva. 

Okja (2017)

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Habitué do Festival de Cannes, Bong Joon-Ho foi surpreendido em 2017, quando seu filme, Okja, foi barrado da competição pelo presidente do júri na ocasião, o respeitado diretor espanhol Pedro Almodóvar. A questão não tinha nada a ver com a qualidade do filme, mas porque era uma produção da Netflix e não tinha sido exibido nos cinemas. Foi o filme que teve as piores críticas da carreira de Bong, mas ganhou uma vitrine que o cineasta nunca teve no ocidente, tronando-se um dos campeões de audiência do serviço de streaming naquele ano. No Brasil, o filme pode ser encontrado no catálogo da Netflix.
Sinopse: Em 2007, Lucy Mirando (Tilda Swinton), CEO de um poderoso conglomerado de empresas apresenta ao mundo o que pode ser a solução para o problema da fome no planeta: o “super porco”. A ideia é espalhar 26 espécimes por todo o globo, para, 10 anos depois, avaliar o crescimento dos animais por meio de uma competição. Porém, o torneio é apenas uma desculpa para abatê-los. Um desses animais é Okja, uma super porca que vive com a jovem Mija (Seo-Hyun Ahn) e seu avô no interior da Coreia do Sul. Muito apegada a seu animal, Mija vai fazer de tudo para salvar a vida de sua “amiguinha”.