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26/02/2020 15:33 -03

'Se houvesse bomba H no Congresso você acha que o povo choraria?', diz Eduardo Bolsonaro

Carlos Bolsonaro também fez postagem em que minimiza convocação de militares para atos em apoio ao pai e contra o Congresso.

Reprodução Facebook@bolsonaro
Presidente e seus filhos Eduardo e Carlos Bolsonaro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sugeriu, em seu Twitter, que o povo brasileiro não iria achar ruim se uma bomba atômica fosse atirada contra o Congresso Nacional - do qual ele faz parte. “Se houvesse uma bomba H no Congresso você realmente acha que o povo choraria?”, escreveu o filho do presidente na tarde desta quarta-feira (26), respondendo à jornalista Vera Magalhães. 

Também Carlos se manifestou nas redes, da mesma forma, em uma reação à jornalista, sobre os protestos convocados para o dia 15 de março. Foi Magalhães quem publicou a primeira notícia sobre o compartilhamento, por Jair Bolsonaro, de um dos vídeos convocando para as manifestações por WhatsApp. Uma das pautas da marcha é “Fora Maia e Alcolumbre”.

O filho 02 chama de “mau caratismo” um post em que a jornalista cobra do vice-presidente, general Hamilton Mourão, uma resposta sobre uma das postagens que tem circulado nas redes sociais na qual se afirma que “os generais aguardam as ordens do povo”. 

As mensagens vêm em meio à polêmica sobre vídeos compartilhados pelo pai, o presidente Jair Bolsonaro, convocando para manifestações em 15 de março. Embora não haja uma menção direta, nos vídeos, a ataques ao Congresso e ao Judiciário ou à participação de militares, nas redes sociais, o tom é outro, bem mais elevado por parte de bolsonaristas e aliados. 

O presidente até veio ao Twitter esta manhã afirmar que as mensagens que trocou são de cunho pessoal. Não negou porém o teor, nem minimizou o que se tem dito nas redes. 

Longe de ter início com o compartilhamento dos vídeos, a tensão entre o Executivo e os demais poderes está elevada desde semana passada, quando o jornal O Globo revelou que o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, afirmou que o Congresso faz “chantagem” com o governo.

Também nesta quarta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos principais alvos das manifestações, usou o seu Twitter para criticar de forma indireta Bolsonaro por seu apoio ao ato. 

“Somos nós, autoridades, que temos de dar o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional”, afirmou o deputado, que continuou em seguida: “Acima de tudo e de todos está o respeito às instituições democráticas.”