NOTÍCIAS
25/01/2019 18:36 -02 | Atualizado 25/01/2019 18:39 -02

Bolsonaro visitará no sábado local de tragédia e diz que ela poderia ter sido evitada

Há cerca de 200 pessoas desaparecidas após rompimento de barragem de rejeitos da Vale em MG, segundo bombeiros.

HuffPost Brasil

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que visitará a região atingida pelo rompimento de uma barragem de rejeitos da Vale em Minas Gerais na manhã deste sábado (26).

O vazamento ocorreu no início da tarde desta sexta-feira (25), e bombeiros estimam que cerca de 200 pessoas estejam desaparecidas na região de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte.

Em nota divulgada pelo Planalto, Bolsonaro lamentou “as eventuais perdas de vidas ocasionadas pelo rompimento da barragem” e disse também ter determinado o imediato estabelecimento de gabinetes de crise para acompanhar a evolução da situação, tanto no Palácio do Planalto, quanto no Ministério do Meio Ambiente.

“Os Ministérios de Minas e Energia, Meio Ambiente, Desenvolvimento Regional e Defesa foram acionados para integrar esforços Federais e Estaduais”, diz o texto.

 

 

Em sua conta no Twitter, Bolsonaro havia dito, mais cedo, que determinou o deslocamento para a região dos ministros Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional), almirante Bento Costa Lima de Albuquerque (Minas e Energia) e Ricardo Salles (Meio Ambiente), assim como do secretário nacional de Defesa Civil, Alexandre Lucas.

 

Acidente poderia ter sido evitado, diz presidente

Bolsonaro deu, na tarde desta sexta, uma entrevista à Rádio Regional de Brumadinho, na qual disse que “esse tipo de acidente pode ser evitado sim”.

“Nós temos só em MG em torno de 450 represas que acumulam esses resíduos aí que vêm da mineração”, afirmou, acrescentando que a tragédia pode ser muito pior do que se imagina.

“Dado o ocorrido, lamentamos mais uma vez e há a possibilidade sim de ser mais grave do que se está pensando porque atingiu sim o refeitório de funcionários da Vale”, disse.

Bolsonaro afirmou ainda que cabe à Vale se “antecipar a problemas”. 

“A administração da Vale do Rio Doce não tem nada a ver com o governo federal. Apenas cabe a nós a fiscalização por parte do Ibama, que é um órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, e buscar meios para se antecipar a problemas, mas esses meios partem primeiramente da empresa que executa a obra”, afirmou.

Ministros se manifestaram pela tarde, e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse ser “lastimável” o rompimento de mais essa barragem.

O advogado-geral da União, André Mendonça, classificou o rompimento como um “lamentável desastre” e disse que uma equipe da AGU está mobilizada para “analisar as consequências e tomar as medidas cabíveis”.

O Ibama, por sua vez, disse ter deslocado para o local uma equipe do Núcleo de Prevenção e Atendimento a Emergências Ambientais e monitora a situação por meio do Grupo de Informações de Emergências em Barragens, formado por Defesa Civil e órgãos fiscalizadores de barragens.