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03/05/2019 16:23 -03 | Atualizado 03/05/2019 16:27 -03

‘Não tem o que conversar com Maduro’, diz Bolsonaro

Presidente afirma que 'não há outra maneira' de Maduro cair: A fissura que, segundo ele, há na base do Exército tem que subir para os altos escalões venezuelanos.

Handout . / Reuters
Maduro marcha com militares na última quinta-feira (2), em Caracas.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (3) que não pretende enviar nenhum emissário para tentar dialogar com o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.

“Acho que não tem o que conversar com ele. O que queremos, no meu entender, ele não vai querer”, disse Bolsonaro, após a cerimônia de formatura da mais nova turma de diplomatas do Itamaraty.

Durante o evento, o presidente chegou a dizer que, quando a diplomacia não dá conta, entram em cena os militares. Ele, contudo, negou depois, de forma veemente, aos jornalistas que estava fazendo qualquer referência à Venezuela. 

“Quando os senhores falham, entramos nós, das Forças Armadas. E confesso que torcemos, e muito, para não entrarmos em campo”, disse Bolsonaro.

O presidente depois explicou: “Eles [diplomatas] que nos evitam entrar em guerra. Muito simples. Quando acaba a saliva, entra a pólvora. Não queremos isso.”

Bolsonaro, inclusive, disse que, mais do que Venezuela, estava preocupado hoje com o “futuro político” da Argentina, que terá eleições em outubro - e onde a ex-presidente Cristina Kirchner é pré-candidata e aparece liderando pesquisas de intenção de voto.

O presidente brasileiro voltou a dizer que a resolução da crise na Venezuela depende principalmente dos militares venezuelanos.

“A gente espera que essa fissura que está na base do Exército vá para cima. Não tem outra maneira. Se você não enfraquecer o Exército da Venezuela, o Maduro não cai”, afirmou.

Depois da tentativa frustrada do autoproclamado presidente interino da Venezuela Juan Guaidó de derrubar o governo de Maduro, a avaliação do governo brasileiro é que Guaidó não conseguiu aglutinar em torno de si os altos escalões das Forças Armadas.

 

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* Com informações da Reuters