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12/05/2019 15:31 -03 | Atualizado 12/05/2019 20:03 -03

Bolsonaro: 'A primeira vaga no STF será de Moro'

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, presidente falou do compromisso que tem com ministro da Justiça.

SERGIO LIMA via Getty Images
Jair Bolsonaro tem compromisso em indicar Sérgio Moro ao Supremo.

O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (12) que pretende indicar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para a próxima vaga que for aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Bolsonaro afirmou que fez “um compromisso” com Moro. “Eu falei: ‘a primeira vaga que tiver lá está à sua disposição’”, disse.

Durante o mandato de 4 anos, Bolsonaro poderá fazer duas indicações ao Supremo. A próxima vaga será aberta em 2020, quando o ministro Celso de Mello completará 75 anos e deve ser aposentado compulsoriamente. No ano seguinte, será a vez de o ministro Marco Aurélio deixar a Corte.

“Eu fiz um compromisso com ele [Moro] porque ele abriu mão de 22 anos de magistratura. Eu falei: ‘a primeira vaga que tiver lá, está à sua disposição’. Obviamente, ele teria que passar por uma sabatina no Senado. Eu sei que não lhe falta competência para ser aprovado lá. Mas uma sabatina técnico-política, tá certo? Então vou honrar esse compromisso com ele e, caso ele queira ir para lá, será um grande aliado, não do governo, mas dos interesses do nosso Brasil dentro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Tabela do IR

O presidente também afirmou à Bandeirantes que o governo vai fazer a correção na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física para o ano que vem. Ele disse ter orientado o ministro da Economia, Paulo Guedes, que a tabela do IR deve ser corrigida “no mínimo” com a inflação. O governo também estuda aumentar os limites de deduções.

Desde 2015, a tabela do Imposto de Renda não sofre alterações. De 1996 a 2014, a tabela foi corrigida em 109,63%. O IPCA acumulado, no entanto, está em 309,74%.

De acordo com o Sindifisco Nacional, a falta de correção na tabela prejudica principalmente os contribuintes de menor renda, que estariam na faixa de isenção, mas são tributados em 7,5% por causa da defasagem.